Vice-presidente da Venezuela deve trabalhar com nova administração dos EUA, insinua Trump
03 janeiro 2026 às 15h13

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Ainda durante o primeiro pronunciamento após a operação militar na Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou que a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, deverá cooperar com a nova administração norte-americana.
Segundo o republicano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve uma conversa com Rodríguez, que teria demonstrado disposição para colaborar com Washington, apesar de ter sido “escolhida” pelo ex-presidente Nicolás Maduro. “Rubio conversou com a vice-presidente, e ela está disposta a fazer o que for necessário para tornar a Venezuela grande novamente”, afirmou Trump.
Anteriormente, Rodríguez havia condenado a investida militar dos Estados Unidos e exigido provas de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. “Diante desta situação brutal e deste ataque brutal, não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores”, declarou. “Exigimos prova imediata de que o presidente Maduro e a primeira-dama estão vivos por parte do governo do presidente Donald Trump.”
Na sequência, Trump divulgou uma imagem de Maduro algemado a bordo do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima.
A operação, segundo o governo norte-americano, teve origem no Departamento de Justiça e contou com a atuação das forças de segurança dos Estados Unidos, com apoio do Departamento de Guerra, da Marinha e da Força Aérea, que atingiram alvos militares venezuelanos. Com isso, Maduro e Cilia Flores foram denunciados no distrito de Nova York e permanecem à disposição da Justiça dos EUA.
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