O vereador Éder Alberto Jorge Pimenta, de Urutaí, foi indiciado por estupro contra uma estagiária da Câmara Municipal da cidade. Segundo a Polícia Civil, as investigações demonstraram que o vereador atraiu a vítima sob o falso pretexto da realização de um trabalho fotográfico para cometer o crime. 

De acordo com o delegado Elton Fonseca, o homem a conduziu a um hotel da cidade de Pires do Rio, onde, mesmo diante das negativas dela, praticou atos que caracterizam o estupro.

“A gravação e os demais elementos informativos coletados revelaram que a vítima ficou em pânico com a situação e deixou claro que não pretendia manter nenhum tipo de contato amoroso, manifestando suas negativas por mais de 100 vezes. No entanto, mesmo diante da falta de consentimento da vítima, o indiciado prosseguiu com as investidas realizando atos aptos a configurarem o delito de estupro”, explica o delegado.

O Jornal Opção tentou contato com a defesa de Éder, mas ainda não obtemos retorno. O espaço permanece aberto para posicionamentos futuros.

Relembre o caso

Segundo a jovem, o caso teria acontecido no último dia 24 de novembro, durante uma viagem ao município de Pires do Rio. A estudante presta serviços de marketing para a Câmara de Urutaí e estava com o vereador e outra servidora indo para o município vizinho para a produção de um vídeo publicitário para a Casa Legislativa.

Ainda de acordo com a denúncia da jovem, ao chegarem na cidade, a servidora ficou com outra funcionária e o vereador seguiu com ela para a saída do município, quando a vítima foi obrigada a entrar com ele em um motel. Ela relatou ainda que foi coagida com uma arma de fogo pelo parlamentar.

O abuso teria acontecido dentro do quarto e, sem sinal de celular, a única coisa que pensou no momento foi colocar para gravar o áudio, que tem cerca de 25 minutos e que foi anexado ao inquérito policial.

Expulsão

No início do mês passado, o MDB, partido em Éder era filiado, anunciou a expulsão do vereador, após o caso vir à tona. O partido afirmou, por meio de nota, que “não compactua, em hipótese alguma, com condutas dessa natureza. Repudiamos de forma absoluta e veemente qualquer tipo de violência, especialmente a praticada contra mulheres, causa da qual o MDB é defensor histórico e permanente.”

Ainda segundo o texto, a decisão do partido “reflete o compromisso do partido com a ética, a responsabilidade pública, o respeito às leis e à dignidade humana. Reafirmamos nossa posição firme na defesa das mulheres e na luta contra todo e qualquer tipo de violência.”

Por fim, a sigla “reitera ainda nossa confiança nas instituições responsáveis pela investigação, com respeito ao devido processo legal, mas deixando claro que não há espaço, no MDB, para quem esteja associado a atos que atentem contra a dignidade, a integridade e os valores mais básicos da sociedade.”

Além disso, no último dia 15 de janeiro, o vereador foi destituído do cargo de presidente da Câmara da cidade. A votação na comissão que determinou a destituição do cargo foi unânime. No último dia 12 de dezembro a Casa votou um afastamento cautelar e a abertura de uma Comissão Processante, que conduz questões administrativas e terminou com a votação da perda do cargo na Mesa Diretora.

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