Veja como os pré-candidatos à Presidência da República se posicionaram sobre a ação dos EUA na Venezuela
03 janeiro 2026 às 16h59

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A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado, 3, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocou reações imediatas de pré-candidatos à Presidência da República no Brasil e evidenciou divergências no debate sobre política externa e soberania na América Latina.
Governadores alinhados à direita comemoraram a ofensiva americana. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) afirmou que o povo venezuelano “estava sendo oprimido há décadas” e parabenizou Donald Trump pela decisão de “libertar a Venezuela”.
Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) classificou o 3 de janeiro como “o dia da libertação do povo venezuelano”, enquanto Romeu Zema (Novo) disse esperar que a queda de Maduro permita ao país “reencontrar a paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou um vídeo em que diz que a ditadura não cai da noite para o dia: “Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população”. Ele acrescentou dizendo que a prisão de Maduro é “o primeiro passo da liberdade para a Venezuela”.
No mesmo campo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a Venezuela se tornou “um dos exemplos mais extremos de destruição causada por regimes autoritários”, associou o governo Maduro ao narcotráfico e defendeu que ditaduras “não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade”.
Também pré-candidato, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) adotou tom distinto. Embora tenha chamado o regime de Maduro de “inadmissível”, condenou a violência empregada pelos Estados Unidos e alertou para a “escalada de tensão” na região. Para Leite, intervenções armadas violam princípios básicos do direito internacional, como o da não intervenção.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também criticou duramente a ação. Em nota, afirmou que os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano representam “uma afronta gravíssima à soberania” e criam um precedente perigoso para a ordem internacional. Lula defendeu uma resposta da comunidade internacional por meio da ONU e reiterou que o Brasil seguirá atuando pela via do diálogo.
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