Um levantamento realizado pelo Poder360 trouxe as principais gafes, lapsos e declarações controversas de Lula da Silva (PT) desde que assumiu à Presidência da República em janeiro de 2023. De acordo com o portal, foram ao menos 157 declarações contendo alguma distração ou incorreção – que foi advertida ou não – desde o início do 3º mandato.

Em análise das falas ditas pelo presidente, 43% dos casos podem ser considerados ofensas a pessoas, minorias sociais ou outros grupos. Outros 15% são relacionados à política internacional, como comentários sobre a atuação de outros países e guerras – sempre expressando algumas controvérsia ou imprecisão.

Dentre as frases que podem ser consideradas ofensivas, declarações consideradas misóginas é a mais extensa.

  • em março de 2024, Lula disse que mulheres sem profissão dependem do pai para comprar “batom e calcinha”;
  • em julho do mesmo ano, ao comentar uma pesquisa sobre violência doméstica depois de jogos de futebol, disse que “se o cara for corintiano, tudo bem”;
  • em agosto de 2024 disse que mulher sem profissão corre o risco de o “marido agredi-la”;
  • em outubro de 2024, o presidente disse que “é a mulher que sabe as coisas que têm dentro da geladeira”;
  • em março do ano passado, ao anunciar Gleisi Hoffmann como ministra, a chamou de “mulher bonita”;
  • em abril do ano passado, se referiu a Kristalina Georgieva, que é diretora-geral do FMI, como “uma mulherzinha”.

Em março de 2023, Lula disse que Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública, andava de bicicleta “por causa da obesidade”, declaração considerada gordofóbica.

Em setembro de 2023, Lula disse que não seria visto de andador porque seu fotógrafo não iria filmá-lo “assim”, fala considerada capacitista.

Sobre negros e nordestinos, em julho de 2023, o presidente agradeceu à África por “tudo o que foi produzido durante 350 anos de escravidão“. A fala não caiu bem até mesmo entre apoiadores.

Em fevereiro de 2024 disse que “uma afrodescendente assim gosta de um batuque”;

Em maio de 2024, declarou não ter “noção que o Rio Grande do Sul tinha tanta gente negra”;

Em agosto do mesmo ano, disse que o Nordeste “não quer exportar empregada doméstica, quer pessoas importantes”.

Entre declarações controversas mais recorrentes são conflitos e guerras. A fala de maior repercussão foi feita em abril de 2023, quando ele declarou que a Ucrânia é tão culpada pela guerra quanto a Rússia, sendo que foi o segundo país que iniciou a ofensiva em fevereiro de 2022.

Lula chegou a dizer ainda que o autoritarismo na Venezuela “é uma narrativa” e que “o conceito de democracia é relativo”.

Sobre o Oriente Médio, o petista equiparou Israel ao Hamas, classificou as ações israelenses como “genocídio” e comparou a situação em Gaza às atrocidade de Hitler. Essa fala desencadeou uma crise diplomática com Israel.

Lapsos memorais também se destacam:

  • Lula chamou o presidente francês Emmanuel Macron de Sarkozy, ex-presidente da França, durante um evento oficial;
  • Lula trocou, durante cerimônia pública, o nome da atual mulher, Janja, por de Marisa Letícia, morta em 2017;
  • confundiu a ex-presidente Dilma Rousseff com a ex-deputada Irma Passoni.
  • disse ter mandato até “31 de dezembro de 2010“, sendo que o correto é 5 de janeiro de 2027;
  • afirmou que o Brasil faz fronteira com toda América do Sul, mas o solo brasileiro não faz fronteira com Chile e Equador.
  • ao sancionar o PL Antifacção, disse querer que o Brasil seja “um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”.

Vale destacar que Lula mais derrapa nas falas quando improvisa, ou seja, quando ignora o roteiro oficial.

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