Após os ataques em conjunto entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, realizados neste sábado, 28, diversos líderes mundiais reagiram com determinada preocupação sobre a escalada de tensão no Oriente Médio. Enquanto isso, Washington e Tel Aviv defenderam a operação como necessária para conter o avanço nuclear iraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a ação tem como meta proteger os americanos de ameaças vindas de Teerã e impedir que o país obtenha armas nucleares. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o Irã não pode ser autorizado a se armar nuclearmente e que a ofensiva abre caminho para mudanças internas no país.

União Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como “extremamente preocupantes”. Ela ressaltou a importância de preservar a segurança nuclear e evitar medidas que possam comprometer o regime internacional de não proliferação.

Von der Leyen pediu moderação às partes envolvidas, defesa da população civil e respeito ao direito internacional, destacando o risco de agravamento da crise no Oriente Médio.

Rússia

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou duramente a postura americana. Ele acusou Washington de usar negociações como fachada e ironizou a longevidade histórica dos Estados Unidos em comparação com o Império Persa, sugerindo que Moscou vê a ação como parte de uma disputa estratégica de longo prazo.

Líbano

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que não permitirá que o país seja arrastado para um novo conflito regional. A declaração foi interpretada como um recado indireto ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que já enfrentou Israel em diferentes ocasiões.

Salam destacou a necessidade de preservar a estabilidade interna e colocou os interesses do povo libanês acima de disputas externas.

Otan

A Organização do Tratado do Atlântico Norte informou que acompanha de perto os desdobramentos. A aliança militar não anunciou medidas concretas até o momento, mas mantém monitoramento contínuo da situação.

Japão

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou que o governo intensificou a coleta de informações e adotou providências para garantir a segurança de cidadãos japoneses na região. Segundo ela, o país já vinha tomando medidas preventivas, incluindo evacuações antecipadas.

Bélgica

O vice-primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prévot, afirmou que o governo realizou reuniões de emergência. Ele lamentou que a diplomacia não tenha produzido resultados antes da escalada militar.

Prévot ressaltou que a União Europeia vinha ampliando sanções e pressões contra o regime iraniano, mas reconheceu que as medidas não impediram o avanço dos programas nuclear e balístico do país.

Espanha

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou a ofensiva e classificou a ação como unilateral. Para ele, o ataque contribui para uma ordem internacional mais instável e amplia as tensões globais.

Indonésia

O governo da Indonésia lamentou o fracasso das negociações entre Washington e Teerã e pediu contenção. Em nota oficial, defendeu o respeito à soberania dos países e a resolução de conflitos por vias diplomáticas.

Austrália

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou apoio à iniciativa dos EUA para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. O governo australiano também emitiu alertas de viagem, recomendando que seus cidadãos evitem deslocamentos para Israel e Líbano.

França

O presidente da França, Emmanuel Macron, em uma publicação no X, afirmou que “todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do território nacional, de nossos compatriotas e de nossas instalações no Oriente Médio” neste momento.

“O início de uma guerra entre os EUA, Israel e o Irã acarreta consequências graves para a paz e a segurança internacional”.

Macron disse ainda que a escalada em curso é perigosa e deve cessar. O presidente francês disse “o regime iraniano deve compreender que agora não tem outra opção senão iniciar uma negociação de boa-fé para pôr fim ao seu programa nuclear e balístico”.

Ele disse ainda que a França pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

Kosovo

O Ministério das Relações Exteriores de Kosovo afirmou apoiar Trump na decidão de atacar o Irã.

Estados Unidos e Israel

Ao confirmar os ataques, Trump reforçou que os EUA vão neutralizar a capacidade militar iraniana, inclusive sua indústria de mísseis, e admitiu que pode haver baixas americanas. Segundo o The New York Times, assessores militares alertaram previamente sobre os riscos de uma guerra aberta.

Netanyahu, por sua vez, afirmou que a operação cria condições para que a população iraniana assuma o controle de seu futuro político, defendendo uma mudança de regime.

Oposição iraniana

O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, manifestou apoio à ofensiva. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que a “ajuda americana” havia chegado e incentivou mobilizações contra a República Islâmica, descrevendo a ação como direcionada ao aparato repressivo do regime e não à população.

Leia também: “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, diz Donald Trump ao confirmar ataque coordenado com Israel