O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira, 2, a secretária de Justiça Pam Bondi, em meio a pressões internas relacionadas à condução do caso envolvendo Jeffrey Epstein. A saída foi confirmada pelo próprio Trump em publicação na plataforma Truth Social. Para o cargo, assume interinamente Todd Blanche, atual número dois do Departamento de Justiça.

Na mensagem, o presidente elogiou a atuação de Bondi, destacando ações no combate ao crime, e afirmou que ela deve migrar para o setor privado.

A demissão ocorre após semanas de desgaste dentro da Casa Branca. Segundo o jornal The New York Times, Trump demonstrava insatisfação com a condução do caso Epstein, que se tornou um problema político para o governo.

Bondi foi alvo de críticas por atrasos na divulgação de documentos e pela retenção de arquivos que mencionariam o próprio presidente. A gestão do caso gerou insatisfação especialmente entre apoiadores do movimento MAGA, que cobravam maior transparência.

Sinais de desgaste já haviam surgido anteriormente. Em entrevista à revista Vanity Fair, a chefe de gabinete Susie Wiles criticou a condução do tema, apontando falhas na avaliação do impacto político do caso.

Trump também já havia demonstrado incômodo com a atuação do Departamento de Justiça em relação a adversários políticos, como James Comey, Adam Schiff e Letitia James.

A saída de Bondi é a segunda mudança envolvendo mulheres no alto escalão do governo. Antes, Kristi Noem havia deixado o comando do Departamento de Segurança Interna após crises administrativas.

Tradicionalmente, o Departamento de Justiça dos EUA possui autonomia em relação ao Executivo, reunindo funções semelhantes às do Ministério da Justiça e do Ministério Público no Brasil.

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