Trabalhadores da Ebserh que atuam no Hospital das Clínicas entram em greve e mantêm 30% do efetivo
30 março 2026 às 12h14

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Profissionais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que atuam no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG) iniciaram, nesta segunda-feira, 30, uma greve por tempo indeterminado. O movimento ocorre em meio a uma mobilização nacional da categoria e tem como principais reivindicações a reposição salarial, melhorias nas cláusulas sociais de um acordo coletivo e reestruturação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários.
A paralisação atinge, simultaneamente, trabalhadores de pelo menos oito estados: Goiás, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Bahia e Tocantins. O movimento é coordenado por entidades sindicais vinculadas à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef). A greve ocorre enquanto seguem as negociações mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem acordo até o momento.
Em Goiás, os trabalhadores decidiram manter o funcionamento mínimo de 30% dos serviços, conforme previsto em lei para atividades essenciais. A medida busca garantir a continuidade de atendimentos considerados urgentes e inadiáveis no HC/UFG, unidade de referência em assistência de média e alta complexidade no estado.
Reajuste
Entre os principais pontos de inflexão está a proposta de reajuste salarial. De acordo com representantes da categoria, os trabalhadores reivindicam a reposição inflacionária medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 15%. A proposta apresentada pelo governo federal, no entanto, seria de 1,4%, percentual considerado insuficiente pelos servidores.
Segundo o técnico em farmácia e delegado sindical Elessandro Freitas, a defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos anos é um dos fatores centrais para a deflagração da greve.
“Estamos tentando manter 30% dos atendimentos, conforme a legislação, mas todas as categorias foram convocadas a aderir à greve. Nossa indicação é por um reajuste favorável. Estamos pedindo INPC mais 15%, enquanto o governo propôs 1,4%, muito abaixo da nossa defasagem salarial”, afirmou.
Outro ponto levantado pelos trabalhadores é a demora da Ebserh em apresentar uma proposta concreta para as cláusulas econômicas do ACT. A categoria avalia que a postergação das negociações pode estar relacionada ao calendário eleitoral, que impõe restrições a reajustes salariais acima da inflação a partir de 6 de abril, conforme a legislação vigente.
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