Testemunha afirma que estudante picado por naja traficava cobras, diz jornal
24 julho 2020 às 07h54

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Suposta quadrilha composta por estudantes de medicina veterinária e servidores públicos é alvo de inquérito policial que apura esquema de tráfico internacional de animais exóticos e silvestres

Um documento acessado pelo jornal Correio Braziliense revelou que uma das testemunhas ouvidas pela polícia confirmou que o estudante atacado por uma naja, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, de 22 anos, comprava e vendia cobras exóticas desde 2019.
Uma suposta quadrilha composta por estudantes de medicina veterinária e servidores públicos é alvo do inquérito policial que apura um esquema de tráfico internacional de animais exóticos e silvestres.
Desde que a naja picou o estudante, em 7 de julho, a 14ª Delegacia de Polícia (Gama) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vêm deflagrando operações de buscas e apreensões nas casas dos suspeitos. Supõe-se Pedro Henrique esteja ligado há, pelo menos, 18 serpentes exóticas, entre elas a naja kaouthia.
Colaboração criminosa
A Justiça Federal da 1ª Região acatou nesta quinta-feira, 23, o pedido do Ibama para afastar a servidora Adriana da Silva Mascarenhas por suspeita de conceder, ilegalmente, licenças para o transporte de animais desse tipo. As licenças foram destinadas para pessoas próximas de Pedro Lehmkuhl, dentre eles Nelson Junior Soares Vasconcelos e Gabriel Ribeiro de Moura, 24, que foi preso na quarta-feira por atrapalhar as investigações e ocultar provas
De acordo com as investigações, o suposto esquema criminoso teria apoio da mãe de Pedro Lehmkuhl, a advogada Rose Meire Candido dos Santos, do padrasto, o tenente-coronel da PMDF Clóvis Eduardo Condi, e de outros três amigos de Pedro, também estudantes de medicina veterinária.