A Justiça tornou réu o técnico de enfermagem de Goiás, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, além das outras acusadas: Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa. A investigação surgiu após três mortes ocorridas na UTI do Hospital Anchieta, no fim de 2025, em Brasília. Segundo a polícia, os três profissionais teriam aplicado doses excessivas de medicamentos nos pacientes internados na UTI, o que teria provocado paradas cardíacas nas vítimas.

Na semana passada, a Polícia Civil concluiu o inquérito e enviou o material ao Ministério Público. O Tribunal do Júri de Taguatinga também decretou as prisões preventivas de Marcos, Amanda e Marcela e os três seguirão detidos por tempo indeterminado.

De acordo com a Polícia Civil, Marcos Vinícius também foi indiciado por outros crimes relacionados à fraude documental. De acordo com o inquérito, ele teria acessado o sistema de prescrição de medicamentos utilizando a conta de um médico.

O caso veio à tona após o próprio Hospital Anchieta comunicar às autoridades sobre situações consideradas atípicas envolvendo pacientes internados na UTI. A unidade hospitalar instaurou um comitê interno de análise e, em menos de 20 dias, reuniu evidências por meio da análise de prontuários médicos e imagens das câmeras de monitoramento instaladas nos leitos.

Em um dos casos investigados, as autoridades relataram que o técnico teria aplicado desinfetante com uma seringa mais de 10 vezes em uma paciente idosa de 75 anos. Para ocultar a ação, os investigadores afirmam que o suspeito aguardava a reação das vítimas às substâncias administradas.

Inicialmente, os suspeitos negaram envolvimento nas mortes. No entanto, segundo a polícia, eles confessaram os crimes após serem confrontados com as imagens registradas pelas câmeras de segurança.

A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa informou que recebe com tranquilidade a denúncia e confia na inocência de sua cliente. Jás as demais defesas não foram localizadas.

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