A tradicional Corrida Internacional de São Silvestre chegou à sua 100ª edição nesta quarta-feira, 31, reunindo mais de 55 mil corredores nas ruas de São Paulo. A prova, com percurso superior a 15 quilômetros, foi marcada pela representação de atletas africanos nas categorias masculina e feminina.

Nesta edição, as medalhas de ouro ficaram com Muse Gizachew, da Etiópia, no masculino, e Sisilia Panga, da Tanzânia, no feminino. As medalhas de prata foram conquistadas por Jonathan Kipkoech e Cynthia Chemweno, ambos do Quênia.

O Brasil garantiu presença no pódio com as medalhas de bronze, conquistadas por Fábio Jesus Correia, no masculino, e Núbia de Oliveira Silva, no feminino.

Muse Gizachew venceu a prova masculina com o tempo de 1 hora, 8 minutos e 38 segundos. Já Sisilia Panga completou o percurso feminino em 51 minutos e 9 segundos. A marca masculina ficou distante do recorde recente estabelecido em 2021 pelo etíope Belay Bezabh, que concluiu a prova em 44 minutos e 54 segundos.

Pela conquista do primeiro lugar, os campeões receberam R$ 62.600 em premiação. Os segundos colocados ficaram com R$ 31.300, enquanto os terceiros receberam R$ 18.800. Já os atletas que terminaram em 4º, 5º e 6º lugares foram premiados com R$ 15.050, R$ 12.550 e R$ 7.450, respectivamente.

Prova

A largada ocorreu na Avenida Paulista, com o trajeto passando por importantes pontos da região central da capital paulista, como o Estádio do Pacaembu e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. A prova teve início com a largada feminina, seguida pela masculina, conforme o protocolo adotado pela organização.

Embora esta seja a 100ª edição, a corrida completa 101 anos de criação em 2025. Idealizada pelo jornalista Cásper Líbero, a São Silvestre foi criada em 1924, com a primeira edição realizada no ano seguinte. Em 2020, a prova precisou ser adiada em razão da pandemia da Covid-19, sendo disputada excepcionalmente em 2021.

Originalmente planejada com percurso de 8 quilômetros, a corrida foi concebida para movimentar a cidade no fim do ano e se consolidou ao longo das décadas como um dos eventos esportivos mais tradicionais do país, sendo organizada pela instituição Cásper Líbero e Vega Sports.

Leia também: Adote um Piloto: projeto social quer revelar talentos do automobilismo em Goiânia