A montadora chinesa BYD afirma estar preparada para avançar nas próximas etapas de fabricação local de veículos no Brasil. Segundo a empresa, a expectativa é que, em 2026, a fábrica instalada na Bahia esteja apta a evoluir no processo produtivo, ampliando o grau de nacionalização dos automóveis.

De acordo com o vice-presidente da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, a unidade baiana deverá passar por novas fases de produção, consideradas estratégicas para consolidar a presença industrial da companhia no país. O plano prevê a transição do modelo baseado na importação de veículos desmontados para a fabricação local mais completa, incluindo etapas industriais adicionais.

O executivo afirmou que o avanço do processo produtivo depende do cumprimento do cronograma estabelecido e do ambiente regulatório. Atualmente, a operação funciona majoritariamente com veículos importados, mas a empresa negocia a ampliação da produção nacional diante do fim do prazo para a importação de veículos desmontados com alíquota reduzida, que se encerra em janeiro.

A BYD avalia que a fabricação local é essencial para atingir suas metas no mercado brasileiro. A empresa projeta estar entre as três maiores montadoras do país até 2027 e alcançar a liderança em 2028. Para isso, a companhia aposta em investimentos na fábrica da Bahia, no fortalecimento da cadeia de fornecedores e na geração de empregos diretos e indiretos.

Baldy destacou que a nacionalização da produção é um processo gradual e complexo, que exige escala, previsibilidade regulatória e políticas industriais consistentes. Segundo ele, o Brasil é um mercado estratégico para a montadora, que pretende crescer de forma sustentável no país.

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