Manifestação em Goiânia protesta contra mudanças no IMAS e contratação do Sesi para junta médica

09 julho 2025 às 18h31

COMPARTILHAR
O Sindicato Municipal dos Servidores da Educação (Simsed) convocou um ato público para esta quinta-feira, 10, às 9h, em frente à unidade do Sesi localizada na Avenida Tocantins, esquina com a Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia. O protesto tem como foco a contratação da junta médica do Sesi pela Prefeitura e críticas à condução da atual gestão municipal quanto ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (IMAS).
Segundo o sindicato, a contratação do Sesi é considerada ilegal e representa um ataque direto à saúde dos trabalhadores da educação. “Não podemos aceitar calados que uma gestão incompetente destrua o direito à saúde do servidor público, precarizando ainda mais o nosso plano de saúde, que é fruto de muita luta da classe trabalhadora”, afirma o comunicado do Simsed.
Os organizadores do ato também criticam o decreto de calamidade financeira publicado pela Prefeitura de Goiânia. Para o Simsed, o decreto é uma “farsa” utilizada para justificar medidas que retiram direitos dos trabalhadores. “Não há calamidade financeira em Goiânia. O que há é um projeto político de desmonte dos serviços públicos”, pontua a entidade.
Entre as principais reivindicações está a manutenção de uma junta médica que seja “coerente, competente, ética e que atenda aos interesses dos trabalhadores, e não aos de uma gestão que, segundo os manifestantes, age com oportunismo e obscurantismo”.
A manifestação deve reunir trabalhadores da educação e servidores municipais insatisfeitos com as mudanças no atendimento à saúde. O Simsed reforça o convite à categoria e à população em geral para se somarem ao ato em defesa dos direitos trabalhistas e do serviço público de saúde.
O Jornal Opção entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia que preferiu não se manifestar sobre o assunto. O espaço segue aberto.
Leia também
Inadimplência do IMAS causa nova crise na saúde de Goiânia; prestadores avaliam greve