O roubo de obras de arte atravessa séculos e segue como uma prática recorrente, mesmo com o avanço de sistemas de segurança. No Brasil, casos envolvendo museus, colecionadores e galerias expõem fragilidades na proteção do patrimônio cultural e, em alguns episódios, resultaram em perdas irreversíveis. Veja roubos que marcaram a história do país.

Masp teve obras de Portinari e Picasso levadas

Em dezembro de 2007, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand foi alvo de furto. Três homens levaram “O lavrador de Café”, de Cândido Portinari, e “Retrato de Suzane Bloch”, de Pablo Picasso. As obras, avaliadas em milhões de dólares, foram recuperadas em 2010, em Ferraz de Vasconcelos (SP), após ação policial que resultou em prisões.

Museu Chácara do Céu teve quatro obras levadas

Em fevereiro de 2006, criminosos invadiram o Museu da Chácara do Céu e roubaram pinturas de Pablo Picasso, Claude Monet, Henri Matisse e Salvador Dalí. Parte de uma das obras foi encontrada queimada. Outras chegaram a ser oferecidas em leilões internacionais e nem todas foram recuperadas.

Casa de colecionadora em São Paulo foi invadida

Em 2004, a residência da colecionadora Graziela Lafer Galvão foi alvo de assalto. Obras de artistas como Cândido Portinari e Di Cavalcanti foram levadas. Avaliadas em cerca de R$ 20 milhões, foram recuperadas dias depois, na zona norte da capital paulista.

Empresário Jacob Lafer também foi vítima

Em 2001, a casa do empresário Jacob Lafer foi invadida por criminosos que levaram obras avaliadas em cerca de R$ 10 milhões. O acervo foi localizado quatro dias depois, na zona leste de São Paulo, e um suspeito foi preso.

Obras de Alfredo Volpi foram recuperadas anos depois

Em 2011, seis obras, incluindo trabalhos de Alfredo Volpi, foram roubadas de uma residência nos Jardins, em São Paulo. O conjunto, avaliado em até R$ 9 milhões, só foi recuperado em 2015, em São Sebastião, no litoral paulista.

Assalto com disfarce de entregadores

Em 2009, criminosos disfarçados de entregadores invadiram a casa de Ilbe Birosel Maksoud, na capital paulista, e levaram obras de artistas como Tarsila do Amaral e Pablo Picasso. Avaliado em R$ 3,5 milhões, o acervo foi recuperado dois dias depois, próximo à estação Palmeiras–Barra Funda.

Pinacoteca teve obras levadas em 2008

Em junho de 2008, a Estação Pinacoteca foi alvo de assalto. Foram levadas obras de Di Cavalcanti, Pablo Picasso e Lasar Segall.Com valor estimado em cerca de R$ 1 milhão, as peças foram recuperadas em operações distintas poucos dias depois.

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