A Universidade Federal de Goiás (UFG) conta agora com a gestão da nova reitora Sandramara Matias Chaves. A assinatura do termo de transmissão de cargo para a gestão de 2026/2030 aconteceu nesta segunda-feira, 12. A vice-reitora, Camila Cardoso Caixeta será nomeada na próxima quarta-feira, 2. Já a cerimônia oficial de posse com toda a equipe gestora, aberta a toda a comunidade, vai acontecer no dia 30 de janeiro, no Centro de Cultura e Eventos da universidade.

O Jornal Opção entrevistou a nova reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, no seu 2º dia de trabalho. De acordo com ela, a gestão que propõe executar estará respaldada em cinco pilares: diálogo, acolhimento, respeito, ética e transparência. A proposta é também estruturar essa gestão com base em planejamentos e dados. “A gente pretende envolver a comunidade universitária nos diferentes segmentos, por meio de diálogos, para as tomadas de decisões”.

A reitora disse que é importante frisar, que ela não chegou com um plano de gestão pronto. “Temos uma carta-programa construída de forma muito participativa e dialogada com os grupos. A partir do momento que fomos escolhidos pela comunidade universitária e que fomos eleitos no Conselho Universitário, agora a gente tem o grande desafio de transformar essa carta-programa em um plano de gestão”, complementa.

Equipe da nova gestão da UFG | Foto: Divulgação

Sandramara ressaltou que o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão seguirá sendo a base. Pois, isso reforça as universidades públicas na produção de conhecimento de fronteira e, ao mesmo tempo, oferecem respostas concretas aos problemas mais urgentes da sociedade. “Defender a universidade pública é defender um projeto de nação soberana e democrática”, enfatiza.

Corte no orçamento: principal desafio

O Congresso aprovou corte de quase R$ 500 milhões no orçamento de 2026 para asuniversidades federais. Isso na visão da reitora da UFG vai impactar de forma substancial a instituição.

“A gente não sabe ainda o montante que vai impactar para a UFG. Ainda iremos tomar conhecimento desses números. Embora a experiência como gestora, como pró-reitora, como vice-reitora. Mas quatro anos depois é uma outra universidade, então é preciso tomar pé nesse contexto do orçamento da UFG”, afirma Sandramara.

De acordo com a reitora, a expectativa dela é que seja revertido de alguma forma esse corte no orçamento. “Nós vamos somar forças no sentido de lutar para que as universidades não sofram esse corte, porque nós já temos problemas com recursos que são insuficientes para as demandas cotidianas da universidade”, argumenta.

A preocupação maior da nova reitora da UFG diz respeito a outras problemáticas da universidade, que podem ser intensificadas. “Não só a manutenção, mas a recuperação da infraestrutura em muitos espaços da universidade. Então um corte dessa natureza comprometeria diversas ações. Nós temos que tomar pé e, ao mesmo tempo, lutar nos diferentes espaços para que a gente não tenha esse corte nas universidades”.

Trajetória

Sandramara tem mais de 30 anos de experiência na UFG. Acumulou diversas funções ao longo de sua carreira. Foi responsável pela criação do programa UFG Inclui, pioneiro na reserva de vagas, antes mesmo da aprovação da Lei de Cotas. Além disso, atuou como pró-reitora de Graduação entre 2006 e 2013, período no qual coordenou a Comissão de Reestruturação e Expansão das Universidades Brasileiras (REUNI), que dobrou o número de vagas da UFG e permitiu a criação de novos cursos.

Outra importante contribuição de Sandramara foi a implementação do Núcleo de Acessibilidade da UFG, que se tornou essencial para garantir suporte a estudantes, docentes e técnicos administrativos com deficiência. Ela também ocupou o cargo de vice-reitora entre 2018 e 2021, período em que a universidade enfrentou desafios significativos, como cortes orçamentários e restrições federais.

Sandramara Matias Chaves durante a candidatura para a reitoria | Foto: Divulgação/UFG

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