Saiba quais secretarias terão nova sede no Governo de Goiás com compra de prédio da Caixa
29 março 2026 às 12h03

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Após visita recente ao edifício adquirido no Centro de Goiânia, o governador Ronaldo Caiado afirmou que o imóvel “está em ótimas condições” e confirmou o avanço do plano de transferência de secretarias para o local. A compra do prédio, que pertencia à Caixa Econômica Federal, faz parte de uma estratégia do governo estadual para revitalizar a região central da capital e reduzir gastos com aluguel.
O Governo de Goiás concluiu a aquisição do edifício conhecido como Corporate Financial Center, localizado na Avenida Anhanguera, nº 5.829. O imóvel foi comprado por R$ 101,6 milhões, em uma operação conduzida pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), com o objetivo de concentrar estruturas administrativas atualmente dispersas.
Entre as unidades que terão nova sede no local estão a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Secretaria da Administração (Sead) e o Procon Goiás. A previsão é que o Procon inicie a ocupação em julho de 2026, enquanto as demais secretarias devem migrar gradualmente a partir de janeiro de 2027.
Com 26.646,77 metros quadrados de área construída, o prédio possui 15 pavimentos, além de três subsolos, térreo, mezanino e auditório, com capacidade para cerca de 2.250 servidores. A estrutura, originalmente projetada para uso corporativo, deve facilitar a adaptação para funcionamento de órgãos públicos.
O planejamento da ocupação está sob responsabilidade da Subsecretaria de Logística e Patrimônio da Sead, que conduz os estudos técnicos e a reorganização dos espaços administrativos.
Revitalização do Centro
A iniciativa integra um conjunto de ações do Governo de Goiás voltadas à reocupação e dinamização do Centro de Goiânia. A presença diária de milhares de servidores públicos e cidadãos que utilizam serviços estaduais é vista como uma forma de aumentar a circulação de pessoas na região e estimular a atividade econômica local.
A estratégia busca reverter o esvaziamento progressivo do Centro ao longo dos últimos anos, incentivando a utilização de edifícios já existentes e promovendo maior integração entre serviços públicos e população.
Além do impacto urbano, o governo estima uma economia anual superior a R$ 21 milhões com a redução de contratos de locação. A centralização dos órgãos também deve diminuir custos indiretos, como manutenção, segurança, consumo de energia e deslocamentos entre unidades.
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