“Saí do PRD com o coração dolorido, pois foi onde eu tive liberdade de fazer política do jeito que entendo”, diz Romário Policarpo
06 março 2026 às 12h38

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O vereador Romário Policarpo disse que saiu do Partido da Renovação Democrática (PRD) “com o coração dolorido”, pois foi a sigla que melhor lhe recebeu e onde “teve liberdade de fazer política do jeito que eu entendo.” Ao Jornal Opção, ele destacou que a federação entre o PRD e o Solidariedade – aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado – pesou na decisão de deixar a legenda.
“Eu entendi que da forma que ficou com a federação, era necessário a minha saída. O PROS, que virou Solidariedade, foi o partido que tentou cassar o meu mandato de presidente da Câmara Municipal há uns três anos. Então, não havia sentido nenhum eu ficar em um local onde os dirigentes partidários tentaram tomar o meu mandato. Não fazia sentido eu permanecer no partido naquele momento. Eu sei que a política muda diariamente, mas eu fiquei um pouco desconfortado com esse ocorrido”, destaca.
O episódio que Policarpo menciona foi a revisão da legalidade do terceiro mandato consecutivo como presidente da Câmara que foi contestada pelo Pros – nome anterior do Solidariedade – sobre a antecipação da votação da mesa diretora, que foi realizada em setembro de 2021. O partido elaborou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamento (ADPF), que acabou sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte entendeu que a eleição foi legal, mantendo Policarpo como presidente no biênio 2023-2024. A ADPF não foi reconhecida pelo STF sob a justificativa de que os Tribunais de Justiça estaduais têm competência para julgar esse tipo de caso.
A resposta de Policarpo veio em momento em que ele foi questionado sobre qual seria o destino partidário dele, onde afirmou que deve tomar a decisão no final de março. “Eu tenho conversado com diversos partidos. Nunca escondi que eu faço parte de um grupo que é do presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, que é meu amigo, mas as decisões partidárias sou eu mesmo quem tomo. Ainda tenho conversado com muita gente, a minha amizade com o [Jorcelino] Braga também mantenho. Confesso a vocês que saí do PRD com o coração um pouco dolorido, até porque, na minha opinião, foi o partido que melhor me recebeu, foi onde eu estive melhor acomodado, foi onde eu consegui ter liberdade para fazer política do jeito que eu entendo”, declarou.
A saída dele da legenda foi descrita como tranquila e o vereador, inclusive, já conseguiu a carta de anuência, que foi assinada pela então presidente da legenda, Magda Moffato. O documento foi expedido este ano e, com isso, oficializada a saída dele do PRD.

