“Quem recolocar vai receber visita do Bope e da Core”, diz Castro sobre barricadas do crime no Rio
14 novembro 2025 às 18h31

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O governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) anunciou que vai iniciar uma força-tarefa para remover barricadas instaladas por grupos criminosos em vias da Região Metropolitana.
As barreiras, feitas com entulho, carros, cabos, valas e estruturas improvisadas, são usadas pelo crime para dificultar a entrada da polícia e controlar áreas dominadas.
A reunião com os prefeitos das cidades da região está marcada para segunda-feira, 17, e deve definir os detalhes da operação, que ocorre quase três semanas após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas, entre elas 117 suspeitos e quatro policiais.
Segundo Castro, a ação não vai se limitar a liberar ruas bloqueadas. O plano prevê a remoção total do material das barricadas, incluindo carros abandonados, estruturas metálicas, cabos e entulhos; aterro imediato de valas abertas por criminosos, com aplicação de concreto na hora.
Além disso, uso de caminhões das prefeituras para transportar o material retirado; emprego de máquinas pesadas, como retroescavadeiras e tratores; fornecimento, pelo Estado, de kits de demolição e equipamentos de corte; ação de 50 máquinas no início, com aumento progressivo até a remoção completa; e apoio da Polícia Militar para garantir segurança durante a limpeza.
Castro destacou que a operação envolverá diversas secretarias estaduais e municipais, e que outras ações complementares devem ser anunciadas em breve. O governador afirmou que prefeitos de todo o espectro político foram chamados para compor o esforço conjunto.
Entre eles Washington Quaquá (Maricá) – PT, Rodrigo Neves (Niterói) – PDT, Eduardo Paes (Rio) – PSD, Capitão Nelson (São Gonçalo) – PL, Marcelo Delaroli (Itaboraí) – PL, Dudu Reina (Duque de Caxias) – PP e Renato Cozzolino (Magé) – PP.
Questionado sobre a possibilidade de o crime recolocar barricadas logo após a retirada, prática comum em outras ocasiões, Castro disse que haverá resposta imediata das forças especiais. “Quem botar barricadas de volta vai receber, no dia seguinte, uma visita do Bope e da Core.”
A ofensiva pretende ampliar a circulação em áreas dominadas pelo tráfico e reduzir obstáculos às operações policiais, segundo o governo do Estado.
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