Putin promete “apoio inabalável” ao novo líder supremo do Irã
09 março 2026 às 16h53

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou nesta segunda-feira, 9, uma mensagem ao aiatolá Mojtaba Khamenei, recém-nomeado líder supremo do Irã, na qual reafirma “apoio inabalável” a Teerã e diz que Moscou seguirá como “parceira confiável” do país. Mojtaba foi indicado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, durante o início da ofensiva conduzida por Israel e Estados Unidos.
No recado, Putin afirma que o momento exige “coragem e dedicação” do novo dirigente iraniano e reforça solidariedade aos “amigos iranianos”. Apesar da proximidade entre Moscou e Teerã, o texto ressalta que a Rússia não teria atuado diretamente ao lado das forças iranianas na guerra, com a exceção de compartilhamento de informações de inteligência, segundo relatos citados na reportagem.
A China, outro aliado estratégico do Irã e principal compradora de petróleo do país, também se manifestou nesta segunda. Por meio de seu porta-voz diplomático, Guo Jiakun, Pequim classificou a escolha do novo líder como tema interno e disse que se trata de decisão “baseada na Constituição” iraniana. O governo chinês afirmou ainda se opor a qualquer ataque contra Mojtaba, diante de declarações prévias de autoridades israelenses sobre a sucessão.
Quem é Mojtaba Khamenei
Eleito para suceder o pai, Mojtaba Khamenei, de 56 anos, já aparecia há anos como um dos nomes mais fortes para ocupar o posto máximo da República Islâmica. Nascido em 8 de setembro de 1969, em Mashhad, no leste do Irã, ele é um dos seis filhos de Ali Khamenei e o único com presença pública mais constante, embora, segundo o texto, não ocupasse um cargo formal no Estado.
Descrito como discreto em aparições oficiais e pouco exposto na mídia, Mojtaba virou alvo frequente de especulações sobre seu peso real dentro do núcleo de poder em Teerã. A reportagem o apresenta como um religioso identificado com o campo conservador, em especial por suas relações com a Guarda Revolucionária, força central do regime.
O texto também menciona que a proximidade com o setor militar teria raízes em sua participação em uma unidade de combate durante a guerra Irã-Iraque (1980–1988). Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, havia declarado que qualquer sucessor de Ali Khamenei se tornaria “um alvo”, elevando a tensão em torno do processo de transição no comando iraniano.
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