Uma comitiva da Prefeitura de Goiânia apresentou, na tarde desta quarta-feira, 28, as melhorias realizadas no Aterro Sanitário de Goiânia em 2025 ao promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Goiânia e especialista em Direito Ambiental do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). Estiveram presentes os secretários Fernando Peternella (Sefic), Coronel Cleber Aparecido (Comurg), Hudson Novais (AR) e Zilma Peixoto (Amma), além de técnicos da Prefeitura. Ao final da apresentação, o promotor elogiou a apresentação e viu avanços no trabalho realizado no aterro.

Durante a reunião, foi apresentado um relatório detalhando o que foi feito pela gestão atual, principalmente em relação aos pontos mais importantes como estabilidade do aterro, tratamento do chorume, drenagem, monitoramento e plano operacional. A apresentação foi elogiada pelo promotor. “Parabéns pela organização de vocês. Eu nunca tinha visto essa organização aqui no município de Goiânia”, disse Juliano ao final da explicação.

Para o promotor do MPGO, houve avanço neste primeiro ano da gestão do prefeito Sandro Mabel. “Em termo de apresentação é algo muito bom, mas precisamos ainda aprofundar em ações que precisam ser feitas e demonstradas. Do que estava sendo feito para hoje já houve um avanço”, frisou. Ele ainda lembrou que as administrações passadas não conseguiram dar soluções para os problemas do local. “Aterro é uma situação histórica e muito pouco valorizada por todas as gestões que passaram no município”, recordou.

Sobre o licenciamento do aterro, o promotor indica os próximos passos para o município. “O que precisamos fazer agora é pegar todos esses documentos, todos esses relatórios, apresentar aos órgãos ambientais próprios para que eles possam analisar todos esses documentos na esfera própria. Eu acredito que estamos no caminho para o licenciamento”, concluiu.

Melhorias

Os técnicos da Prefeitura apresentaram ao promotor o relatório das melhorias que estão sendo feitas na atual gestão. Um desses dados é a estabilidade do maciço que, segundo o Relatório Geotécnico de Estabilidade do Aterro Sanitário de Goiânia, emitido em novembro de 2025, o aterro apresenta condições de estabilidade satisfatório, com fatores de segurança variando entre 1,8 e 2,5, superiores ao mínimo de 1,5 estabelecido pela ABNT NBR 11682, parâmetro técnico de referência para análise de estabilidade de taludes. De acordo com o relatório, os resultados obtidos conferem segurança técnica e respaldo jurídico à continuidade da operação.

Em relação ao tratamento de chorume, em 12 de janeiro de 2026 foi concluída a instalação da biofábrica e iniciada a operação da biorremediação do chorume, tratamento biológico que reduz drasticamente a carga poluidora. Este foi o primeiro passo para que o chorume produzido no aterro possa ter um tratamento completo no mesmo local e dando solução definitiva a esse problema.

Com vistas ao monitoramento geotécnico e ambiental do Aterro Sanitário de Goiânia, a Prefeitura formalizou um contrato para Monitoramento Ambiental e Geotécnico com empresa terceirizada. As atividades de campo já foram iniciadas este mês e, a partir de fevereiro de 2026, passa a estar regularizada a disponibilização periódica dos relatórios de monitoramento ambiental e geotécnico do aterro.

A gestão temfeito ainda outras ações para o melhoramento estrutural do aterro, como o início do reflorestamento do cinturão verde, contribuindo para a contenção de impactos visuais, controle de erosão superficial e melhoria das condições ambientais do entorno. Também foi realizado o aprimoramento da rotina de cobertura mensal dos resíduos, ação que reduz a geração de odores, o controle de vetores, minimização da infiltração de águas pluviais e melhoria das condições gerais de estabilidade e drenagem da superfície.

A conclusão do documento aponta que o aterro tem realizado as melhorias necessárias e que opera no mais alto grau de segurança. “A continuidade da operação do Aterro Sanitário de Goiânia ocorre sob regime de controle, monitoramento permanente e gestão ativa de riscos, em alinhamento com as exigências do licenciamento ambiental e com os princípios da melhoria contínua”, conclui o documento.