Projeto que vai reestruturar Imas e mudar forma de contribuição será concluído até meados de dezembro
25 novembro 2025 às 16h00

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O projeto de lei que visa promover uma reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas), incluindo a alteração na modalidade de contribuição, deve ser concluído até meados de dezembro deste mês. Já o envio para a Câmara Municipal, onde o projeto será debatido, vai acontecer na volta do recesso do Legislativo, no início do ano que vem.
A proposta de reestruturação já está pronta e aguardando assinatura da presidente do Imas, Gardene Moreira, e deve ser enviada ainda nesta semana para o Ministério Público de Goiás (MPGO), que acompanha a situação de crise no Imas – o instituto acumula uma dívida de cerca de R$ 220 milhões.
Representantes do MPGO, inclusive, se reuniram com o prefeito Sandro Mabel (UB) na semana passada para tratar da reestruturação, projeto que é feito com acompanhamento também da Controladoria e da Procuradoria do Município.
“Já está no ponto de ser assinada [a proposta], e o MP deve receber ainda nesta semana. Esperamos só as últimas assinaturas e passamos para eles”, informou Gardene, ao Jornal Opção.
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A presidente do Imas pontuou que “não serão feitas mudanças gritantes”, mas admitiu que serão propostas alterações na forma de contribuição, informação que circula desde o início da gestão Mabel.
“O principal problema é a forma de contribuição. Se você olhar hoje, é cobrado 4% do servidor e entra a família inteira. Hoje, nosso maior público são pessoas que têm poder aquisitivo menor da Prefeitura, com os menores salários, e as pessoas idosas. Isso é um gargalo que vem desde a criação do Instituto. E isso precisa ser estudado”, afirmou.
Uma mudança que deve ser levada para discussão na Câmara é a cobrança alinhada ao cálculo atuarial, com valores pré-definidos por faixa etária. “Mas será levada para a Câmara, conselhos, sindicatos. Isso ainda é muito embrionário. Tudo está sendo feito a quatro mãos, e o MP está nos ajudando muito na questão de como fazer a mudança para ficar sustentável. Do jeito que está não é sustentável para a Prefeitura ter um plano de saúde”, concluiu Gardene.

