Ex-gestores da gestão Rogério Cruz seguem presos por suspeita de fraude em licitação de tintas
12 março 2026 às 08h19

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Em decisão proferida após audiência de custódia nesta quarta-feira, 11, a Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva de Luanna Shirley de Jesus Sousa, ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs), e de Jaisson Veras Normandia, ex-gerente da pasta. Ambos ocuparam os cargos durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz e são os principais alvos da Operação Núcleo Paralelo, deflagrada na última terça-feira, 10.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Goiás, apura um suposto esquema de corrupção e fraude licitatória na compra de tintas inseticidas que seriam utilizadas no combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo o inquérito, o contrato sob suspeita teria causado um prejuízo milionário aos cofres públicos de Goiânia.
O Esquema das “Tintas Inseticidas”
As irregularidades apontadas pelos investigadores incluem o superfaturamento na quantidade de material adquirido e a aplicação de produtos em prédios públicos desativados. De acordo com a perícia, o volume de tinta comprado, cerca de 2.500 latas, seria suficiente para cobrir uma área de 100 mil metros quadrados, dimensão que não condiz com a realidade das unidades de assistência social do município.
Além disso, parte do material estaria com a validade próxima ao vencimento no momento da aquisição, o que reforça a tese de favorecimento à empresa fornecedora.
O ex-prefeito Rogério Cruz, em nota anterior, afirmou não ser parte do processo e que confia no esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes. A atual gestão da Sedhs informou que segue colaborando integralmente com o fornecimento de documentos para a Polícia Civil.
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