Preso por desvio de R$ 6,32 bilhões participou da gestão de Marconi Perillo
05 fevereiro 2026 às 12h58

COMPARTILHAR
Apontado como um dos principais envolvidos em um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes ocupou cargo na administração estadual durante o terceiro mandato de Marconi Perillo (PSDB), em Goiás. Ele foi nomeado, em fevereiro de 2012, para a diretoria Comercial da Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), função que exerceu até 2014.
Preso desde setembro do ano passado, o empresário é investigado por liderar um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões, sem autorização dos beneficiários.
A nomeação ocorreu no contexto do contrato firmado pelo governo estadual com a Cruz Vermelha Brasileira, que assumiu a gestão da Iquego com a justificativa de reestruturar financeiramente a estatal. À época, a empresa acumulava dívidas estimadas em R$ 58 milhões.
A Iquego voltou a aparecer nas investigações após surgir em documentos e depoimentos reunidos pela Polícia Federal. Reportagens de veículos nacionais indicam que, anos depois de deixar o cargo, Antônio Carlos teria buscado intermediar parcerias envolvendo contratos nas áreas de canabidiol e nutrição infantil, conforme relatos de ex-funcionários e mensagens atribuídas ao investigado.
De acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema no INSS teria desviado cerca de R$ 6,32 bilhões desde 2019, atingindo mais de 4 milhões de aposentados e pensionistas. Os valores eram retirados por meio de descontos feitos por entidades conveniadas ao INSS, que ofereciam serviços como planos de saúde, assessoria jurídica e convênios diversos.
A defesa de Antônio Carlos não se manifestou sobre a passagem dele pela Iquego até o fechamento desta edição.

