Prefeitura de Goiânia diz colaborar com operação que apura irregularidades no Samu na antiga gestão
28 novembro 2025 às 08h26

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A Prefeitura de Goiânia afirmou, por meio de nota oficial, que está colaborando integralmente com as investigações da Operação Check-up 192, deflagrada nesta sexta-feira, 28, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF). A ação apura suspeitas de irregularidades na manutenção das ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) durante a gestão anterior, no período de 2022 a 2024.
Segundo a CGU e a PF, o esquema investigado envolve possíveis desvios de recursos públicos, simulação do funcionamento da frota e suspeitas de superfaturamento em serviços mecânicos. Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela manhã: sete em Goiânia e dois em Aparecida de Goiânia, todos autorizados pela 5ª Vara Federal Criminal de Goiás. Entre os alvos estão servidores municipais, empresários e pessoas físicas apontadas como participantes das fraudes.
As investigações apontam que parte das ambulâncias do SAMU ficava longos períodos fora de operação, embora continuasse gerando despesas de manutenção e recebendo recursos como se estivesse em atividade regular. Os órgãos de controle identificaram ainda indícios de serviços simulados, reparos realizados em oficinas clandestinas e emissão de notas fiscais falsas ou incompatíveis com o que teria sido executado.
Em nota, o Paço Municipal reforçou que os fatos sob apuração não ocorreram na atual gestão e destacou que está à disposição das autoridades para fornecer documentos e informações que auxiliem no esclarecimento das suspeitas e na responsabilização dos envolvidos.
Investigações
Segundo o delegado André Monteiro, “a auditoria identificou superfaturamento de serviços, desvio de atividades e simulações envolvendo servidores da própria Prefeitura”. O material foi compartilhado com a Controladoria-Geral da União (CGU), que aprofundou a análise dos contratos.
De acordo com Monteiro, os servidores investigados “são todos efetivos da Prefeitura, já estavam na gestão anterior e continuam nessa”, exercendo as mesmas funções nos dois períodos. As suspeitas incluem a realização de serviços de manutenção em oficinas clandestinas.
A empresa credenciada firmou dois contratos que somam R$ 8 milhões. “Ao menos R$ 2,4 milhões foram destinados às ambulâncias do SAMU”, disse o delegado. Metade da frota estaria parada enquanto serviços simulados eram lançados para justificar repasses federais. “Cerca de metade da frota continuava recebendo repasses com base em serviços simulados”, afirmou.
O que diz Rogério Cruz
O ex-prefeito Rogério Cruz esclarece que não é investigado, nem figura entre os alvos da Operação Check-up 192, deflagrada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28).
As apurações tratam exclusivamente de eventuais irregularidades operacionais e administrativas relacionadas à manutenção da frota do SAMU, envolvendo servidores e empresas contratadas.
Tais rotinas técnicas são de responsabilidade direta das áreas específicas da Secretaria Municipal de Saúde, amparadas por processos internos e fiscalização própria.
O ex-prefeito reforça compromisso permanente com a transparência e confia no trabalho das instituições responsáveis pelas investigações.
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