A Prefeitura de Anápolis informou que concluiu uma auditoria interna sobre atestados médicos apresentados por servidores municipais nos últimos anos e identificou indícios de irregularidades.

Segundo a administração, os casos serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Goiás e à autoridade policial para apuração de possíveis ilícitos penais, além da adoção de medidas administrativas.

De acordo com a Prefeitura, em 2025 foram gastos R$ 27 milhões com afastamentos por atestado médico, totalizando mais de 101 mil dias de licenças remuneradas. A auditoria interna teria apontado situações consideradas graves, o que motivou a decisão de remeter a documentação às autoridades competentes e avaliar a abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PAD).

O prefeito Márcio Corrêa (PL) afirmou que a apuração integra um conjunto de medidas da gestão para revisar contratos e despesas do município. Segundo ele, a investigação sobre atestados ocorre após outras frentes de revisão administrativa, como contratos de aluguel de veículos, máquinas e softwares.

Ainda conforme o prefeito, a administração reconhece que a maioria dos servidores municipais atua de forma regular e que a apuração tem como objetivo proteger o interesse público e os trabalhadores que cumprem suas funções.

“É por respeito a esses servidores e ao cidadão que os indícios estão sendo encaminhados para investigação”, afirmou. Após a divulgação em redes sociais, Márcio Corrêa também declarou que alguns servidores procuraram a perícia médica do município manifestando interesse em retornar ao trabalho.

Para o prefeito, independentemente da motivação, o foco da gestão é reorganizar a administração e garantir o uso correto dos recursos públicos. Os encaminhamentos serão feitos ao MPGO, que deverá analisar o material recebido para decidir sobre a abertura de investigações formais.

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