Pré-candidato ao governo de Goiás, Cláudio Curado defende participação popular se eleito
26 março 2026 às 18h34

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O jornalista e dirigente sindical Cláudio Curado afirmou que sua pré-candidatura ao Governo de Goiás foi construída internamente no partido e não partiu de uma decisão individual. Em entrevista ao Jornal Opção, ele afirmou que o nome surgiu a partir de articulações com militantes e lideranças do Partido dos Trabalhadores.
“Não foi uma decisão pessoal. Foi uma decisão construída de forma coletiva, ouvindo muitos companheiros, homens e mulheres no PT, que falaram da minha longa trajetória no partido”, disse.
Filiado desde 2003, Curado destacou sua experiência como jornalista e atuação sindical ao longo de três décadas como fatores que embasam sua disposição de disputar o cargo. Segundo ele, o objetivo inicial é contribuir para o processo interno de definição da candidatura petista no estado e defender o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás.
“Meu nome vai continuar à disposição até a decisão final”, afirmou. Curado reconheceu que há outros nomes na disputa interna, como o de Valério Luiz. Ele relatou reuniões com o diretório nacional e lideranças locais e disse que a decisão final poderá passar tanto pelo diretório estadual quanto pelo presidente da República.
“A gente não sabe como vai ser essa construção, mas meu nome continua à disposição do partido. Eu espero, pelos meus créditos ao partido, ser o candidato do PT”, declarou. O pré-candidato também criticou a demora na definição.
Segundo ele, o PT prioriza estados com maior peso eleitoral antes de decidir a situação em Goiás. “A gente espera que até o final de abril a gente possa ter o nome. Eu lamento, porque o candidato precisa ser escolhido o mais rápido possível para poder andar no estado”, disse.
Entre as prioridades, Curado destacou a construção participativa de um plano de governo, com envolvimento de sindicatos e especialistas. “A nossa proposta é construir um plano de governo onde a gente chame os trabalhadores para participar dessa construção”, afirmou.
Ele citou áreas como educação e saúde, defendendo diálogo com entidades representativas. Também colocou como eixo central a revisão de obras públicas.
Relação com o agronegócio
Ao tratar da relação com o agronegócio, setor historicamente resistente ao PT, Curado afirmou que pretende estabelecer diálogo baseado em experiência pessoal. Ele disse ser produtor rural e ter reconhecimento na área.
“Sou produtor rural. Tenho muita tranquilidade para conversar com o agro porque conheço a realidade do campo”, afirmou. Segundo ele, a proposta é construir pontes com entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), conciliando interesses produtivos com políticas como a reforma agrária.
“Sem ideologismos, mas com conhecimento da realidade”, disse. Questionado sobre uma eventual gestão, Curado afirmou que a prioridade inicial seria um diagnóstico financeiro do estado e a adoção de medidas rigorosas contra corrupção.
“Se você errar, não conte nem com meu telefonema. Eu não indico nem advogado. A justiça vai atrás de você”, declarou, ao falar sobre sua postura com secretários e auxiliares. Ele também defendeu transparência total na administração pública, incluindo divulgação patrimonial.
“O patrimônio com que eu entrar como governador é o patrimônio com que eu vou sair”, disse. Curado afirmou ser contrário à reeleição e garantiu que, se eleito, cumprirá apenas um mandato. “São quatro anos que eu vou doar da minha vida para o estado de Goiás e só”, afirmou.
Como referência ética, citou o ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica. “Quem está lá para servir o povo não pode se servir do povo, e esse é o meu lema”, disse.
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