A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira, 17, uma operação para o cumprimento de quatro ordens de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A ação faz parte de uma investigação que apura suspeitas de acesso e divulgação indevidos de informações da Receita Federal relacionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a familiares deles.

A operação também inclui a adoção de medidas cautelares contra os alvos, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

O pedido para a aplicação das medidas foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito do inquérito das fake news e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019, de ofício, pelo STF. À época, a apuração tinha como foco a disseminação de notícias falsas e ameaças virtuais dirigidas à Corte, a seus ministros e a familiares.

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No mês passado, Moraes determinou a abertura de uma nova investigação para apurar se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal teriam quebrado de forma ilegal o sigilo fiscal de integrantes da Suprema Corte.

A decisão ocorreu em meio às apurações relacionadas ao Banco Master e após a revelação de que os irmãos do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, realizaram negócios com o fundo Reag Investimentos, que é suspeito de envolvimento em fraudes com a instituição financeira ligada a Daniel Vorcaro.