A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu na manhã de quinta-feira, 26, um mandado de busca e apreensão contra um sargento do Exército Brasileiro investigado por efetuar disparos de arma de fogo dentro de um condomínio residencial no Distrito Federal.

De acordo com a corporação, os tiros foram efetuados durante um evento social realizado na área comum do condomínio. Os disparos provocaram o estilhaçamento de vidraças e colocaram moradores e frequentadores em risco.

A perícia recolheu fragmentos metálicos no local, confirmando a ocorrência dos disparos. Testemunhas ouvidas no inquérito relataram que o militar participava de uma confraternização entre amigos e teria efetuado os tiros possivelmente sob efeito de álcool.

Com base nos elementos já reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão para localizar a arma utilizada, munições e outros objetos relacionados ao caso. A medida foi autorizada com o objetivo de permitir exame de confronto balístico e reforçar as provas técnicas.

Segundo o delegado-adjunto da 15ª DP, Walber Lima, no momento do cumprimento do mandado o sargento já havia saído para o trabalho. “Ciente da ação policial, o investigado compareceu espontaneamente à delegacia e apresentou a arma de fogo nesta manhã”, afirmou.

A arma particular apresentada será submetida à perícia técnica. O investigado pode responder, em tese, pelo crime de disparo de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento, além de possível enquadramento por dano qualificado, caso sejam confirmados prejuízos ao patrimônio.

Segundo o delegado responsável pelo caso, em coletiva, “havia a dúvida se a arma utilizada poderia ser uma arma funcional do Exército Brasileiro ou uma arma particular do militar”. Segundo relato do próprio militar aos investigadores, a arma usada nos disparos seria particular.

“Ele informou à equipe que a arma apresentada seria a arma utilizada para efetuar os disparos, sendo uma arma particular. A arma do Exército seria apenas funcional, utilizada somente quando estivesse de serviço”, disse o delegado.

O revólver e as munições foram apreendidos e serão submetidos a exame pericial. O sargento será indiciado pelo crime de disparo de arma de fogo, sem prejuízo de eventual responsabilização também por dano qualificado.

Ele já foi ouvido formalmente. No entanto, durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio. “Ele exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio e agora nós vamos aguardar o laudo pericial para a conclusão do inquérito policial”, concluiu o delegado.

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