Contaminação das cervejas causou morte de sete pessoas e deixou outras 22 com sequelas graves

Contaminação de cervejas da Backer causou a morte sete pessoas e deixou outras 22 com sequelas graves. / Foto: Danilo Girundi/TV Globo

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu as investigações que apuraram a contaminação na cervejaria Backer. De acordo com os relatórios, houve vazamento em um tanque, o que deixou as cervejas em contato com o mono e dietilenoglicol, substâncias tóxicas usadas para resfriamento do líquido. As informações foram veiculadas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 14.

Onze pessoas foram indiciadas por lesão corporal, homicídio e intoxicação. A contaminação das cervejas causou a morte de sete pessoas e deixou outras 22 com sequelas graves.

De acordo com a reportagem, um pequeno furo no “tanque 10” da cervejaria comprovou o vazamento. Para ver o buraco foi necessário entrar no no local vazio, que tem capacidade para 18 mil litros de cerveja.

A prova desse vazamento é um pequeno furo no “tanque 10” da cervejaria. Ver o defeito só foi possível entrando no local vazio, que tem capacidade para 18 mil litros de cerveja. Outros vazamentos também foram encontrados no local, inclusive em uma bomba que emitia esse líquido para os tanques fermentados com grande vazão.

A polícia apontou desleixo da empresa com a manutenção dos equipamentos. O resultado da investigação descarta a tese de suposta sabotagem apresentada pela cervejaria. .

O inquérito foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que agora deve ouvir o Ministério Público.