Plantões médicos em Goiânia têm salários acima das cidades vizinhas, mostra levantamento
16 janeiro 2026 às 21h57

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O Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) deflagrou, no último dia 13, uma greve na rede municipal de saúde de Goiânia com reivindicação pelo fim do Edital 003/2025, referente ao novo credenciamento de profissionais médicos para atuação no município.
O edital estabelece o valor de R$ 1,4 mil por plantão de 12 horas para médicos generalistas, com possibilidade de até 25 plantões mensais, o que pode resultar em remuneração bruta de até R$ 36 mil por mês.
Levantamento comparativo com municípios da Região Metropolitana e cidades do entorno mostra que os valores pagos por Goiânia estão acima da média regional e compatíveis com a realidade de mercado e, na prática, rebate o argumento da categoria de “desvalorização” salarial.
Município da Região Metropolitana, Trindade remunera os médicos com R$ 1,3 mil por plantão de 12 horas. Já em Senador Canedo, também na Região Metropolitana, o valor é de R$ 1.250.
Em Aparecida de Goiânia, o valor pago por plantão é de R$ 1,2 mil, enquanto Anápolis apresenta a menor remuneração entre os municípios comparados: R$ 950 pelo mesmo período de trabalho.
Na própria rede privada da capital, a média paga ao médico generalista por plantão é de aproximadamente R$ 1.360, valor inferior ao previsto no novo credenciamento da Prefeitura de Goiânia.
Os plantões na rede municipal são realizados das 7h às 19h ou das 19h às 7h, com valores diferenciados para finais de semana, feriados e conforme a especialidade médica, o que pode elevar ainda mais a remuneração mensal dos profissionais credenciados.
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Greve na rede municipal
No início da semana, profissionais credenciados da área da saúde iniciaram uma greve em Goiânia por uma série de reivindicações que, segundo as entidades representativas, se acumulam há meses.
O movimento envolve trabalhadores de diversas categorias e tem como principais pontos a regularização do fornecimento de insumos nas unidades, melhorias nas condições de trabalho, previsibilidade nos pagamentos e a revisão de editais que, de acordo com sindicatos, comprometeriam direitos e a qualidade da assistência prestada à população.
Os trabalhadores reivindicam, por exemplo, a manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024 e a revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que prevê redução de até 35% nos honorários médicos e estabelece jornadas de até 24 horas contínuas, sem descanso considerado adequado pelas entidades.
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