Plano de Segurança Alimentar de Goiânia traz 30 metas até 2029 e busca fortalecer o Banco Municipal de Alimentos e hortas comunitárias
26 fevereiro 2026 às 12h43

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Publicado na última terça-feira, 24, no Diário Oficial do Município, o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Goiânia (Plamsan) começou a sair do papel com foco na ampliação do acesso à alimentação adequada, no fortalecimento da rede de doações e na expansão de hortas comunitárias nas regiões mais vulneráveis da capital.
Em entrevista ao Jornal Opção, a nutricionista Cecília Lima, responsável pelo Banco de Alimentos, detalhou as ações já em andamento, explicou como funcionará o monitoramento até 2029 e afirmou que o plano nasce de um compromisso assumido ainda em 2024 pela Prefeitura de Goiânia.
Segundo ela, “no final de 2024, o município aderiu ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional”. A partir dessa adesão, o Executivo se comprometeu a regulamentar a Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional e a elaborar o plano agora publicado. O documento foi construído de forma coletiva, com participação de diferentes secretarias, sociedade civil e representantes da Universidade Federal de Goiás.
Na prática, a Câmara Intersecretarial prevê reuniões periódicas entre titulares e técnicos das pastas envolvidas para monitorar as mais de 30 metas estabelecidas para ajudar as mais de 9 mil famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que estão em situação de insegurança alimentar grave. “Esse monitoramento vai acontecer de forma contínua ao longo desses quatro anos”, explicou Cecília, ressaltando que a cada dois anos o plano será revisado para avaliar o cumprimento ou a necessidade de ajustes nas metas.
Em relação às áreas prioritárias, a gestão concentrará esforços nas regiões classificadas como desertos e pântanos alimentares, especialmente nas regiões Sudoeste, Noroeste, Norte e Leste. A estratégia inclui ampliar as hortas comunitárias, que já somam 13 unidades em funcionamento, e fortalecer o Banco Municipal de Alimentos.
Desde o início da atual gestão, as hortas foram expandidas e hoje distribuem hortaliças principalmente ao Banco, que repassa os alimentos a instituições beneficentes.
Além disso, o município pretende ampliar o número de parceiros doadores, o que, segundo Cecília, permitirá diversificar os gêneros alimentícios destinados a famílias em situação de insegurança alimentar. Paralelamente, a Prefeitura mantém a aquisição de cestas básicas distribuídas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), responsáveis por identificar as necessidades de cada território e aplicar os critérios para concessão dos benefícios.
A capacitação de servidores que atuam nas áreas mais críticas também integra o plano, com apoio técnico da UFG. Para quem precisa de auxílio, a orientação é procurar o CRAS mais próximo da residência, onde as equipes farão o encaminhamento adequado.
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