Em meio à articulação da direita para 2026, o vereador e pré-candidato ao Senado Oséias Varão (PL) afirmou que o partido já tem sua estrutura definida em Goiás e aposta em crescimento do campo conservador no país.

Em entrevista ao Jornal Opção, durante o evento “Acorda Goiás”, realizado neste sábado, 11, no Tatersal da Pecuária, em Goiânia, Varão destacou que a sigla já trabalha com nomes consolidados. “O PL tem dois pré-candidatos ao Senado já definidos, que são Gustavo Gayer e eu [Oséias Varão]. É dessa forma que a nossa chapa já está definida com o candidato a governador Wilder Moraes e Ana Paula”, disse.

Apesar disso, ele reconhece que o cenário da direita ainda pode se fragmentar. “O ideal é nós gerarmos algum tipo de convergência para termos apenas dois candidatos ao Senado no campo da direita, mas, se não for possível, nós respeitamos muito a intenção e a determinação do Teófilo de ser candidato”, afirmou, ao citar o pré-candidato do Novo, Humberto Teófilo.

O evento, segundo ele, foi desenhado justamente para evitar disputas internas antecipadas. “A ideia foi fazer um evento de vários partidos, não só do PL. Como temos políticos de direita em quase todos esses grupos, foi uma decisão estratégica não trazer candidatos a governador para não gerar choque”, explicou.

Ao comentar as tensões dentro do próprio partido, Varão rejeitou a ideia de divisão. “Onde você tem mais de uma pessoa, você tem divergências. Isso é natural. Divergências não querem dizer divisão”, afirmou.

Para ele, os conflitos tendem a ser superados ao longo do processo eleitoral. “No momento certo, todas essas arestas serão aparadas e nós iremos caminhar juntos para a vitória.”

Na avaliação do pré-candidato, o cenário nacional também favorece esse movimento. “Estou convencido de que está nascendo uma onda que vai varrer este país, uma onda de direita”, disse.

Ele atribui esse ambiente ao que considera insatisfação com o governo federal. “Se você somar o que eu considero o fracasso do governo Lula, além de decisões que muitos consideram injustas no Judiciário, isso gera insatisfação. Isso vai vir à tona durante o processo eleitoral”, concluiu.

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