Um laudo pericial da Polícia Federal (PF), que será enviado ainda esta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF), indica que o general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos, apresenta quadro de Doença de Alzheimer — o que motiva a sugestão de conversão da pena para prisão domiciliar.

A perícia ocorreu depois de determinação do ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, diante de divergências sobre o diagnóstico: o militar afirmara sofrer da doença desde 2018, mas a defesa alegou confirmação apenas em 2025.

Segundo os peritos da PF, a cela onde Heleno está detido, no Comando Militar do Planalto em Brasília, não apresenta falhas estruturais — mas a progressão da doença demanda cuidados contínuos e especializados, circunstância que justifica a recomendação da prisão domiciliar por razões humanitárias.

A decisão final sobre a mudança do regime de cumprimento da pena permanece nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, após a análise completa do laudo.

A condenação de Augusto Heleno foi imposta por sua participação, conforme a acusação, na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 — ele cumpre pena de 21 anos como integrante do chamado “núcleo crucial” da articulação golpista.

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