O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou que avalia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal Opção, o gestor destacou que esta será sua primeira candidatura e que o objetivo é concorrer a um mandato federal. Pedro também defendeu a continuidade do grupo do governador, com a eleição de Daniel Vilela (MDB).

Segundo ele, a visibilidade do cargo pode ajudar, mas a decisão de disputar uma eleição depende principalmente de vontade pessoal de atuar na política.

“A posição que nós exercemos aqui é uma posição importante e que tem visibilidade no Estado pela abrangência da atuação da agência. Isso ajuda, mas colocar o nome à disposição precisa partir do desejo da própria pessoa de entrar na política, de participar das decisões importantes que envolvem o Estado”, afirmou.

Pedro Sales disse nunca ter ocupado cargo eletivo e reforçou que sua intenção, caso se candidate, é disputar uma vaga na Câmara Federal. “Nunca fui vereador, nunca disputei eleição. Seria a primeira vez e a intenção é disputar um mandato federal”, declarou.

Bandeiras do mandato

Caso confirme a candidatura, Pedro Sales afirma que pretende focar sua atuação em três áreas principais. “Infraestrutura, educação e segurança pública seriam o alicerce do mandato. São os temas nos quais pretendo me envolver com maior interesse”, disse.

Advogado, de 42 anos, Sales nasceu em Brasília, é casado e tem uma filha. Ele relatou que passou a se aproximar da política ao trabalhar como assessor do governador Ronaldo Caiado no Senado. “Sou formado em Direito, tenho 42 anos, sou casado e tenho uma filha. Nasci em Brasília, mas me apaixonei por Goiás. Fui assessor do governador Ronaldo Caiado no Senado por quatro anos e hoje já me sinto praticamente goiano”, afirmou. Além disso, Pedro atuou como assessor do ex-ministro Luís Roberto Barroso.

Apoio político e atuação no Estado

Pedro Sales também destacou que a atuação da Goinfra em praticamente todos os municípios goianos pode facilitar o diálogo político em diferentes regiões do Estado.

“A agência tem uma atuação em praticamente todos os municípios. Em todo lugar a gente conseguiu chegar com algum trabalho, seja uma rodovia ou ações na área habitacional. Agora é conversar com as pessoas e ver se existe receptividade para uma eventual candidatura”, disse.

Agro e o debate sobre o Fundeinfra

Questionado sobre a relação com o setor agropecuário e as críticas ao Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), o presidente da Goinfra afirmou que a principal preocupação dos produtores é ter retorno dos tributos pagos.

“O que incomoda as pessoas é pagar sem retorno. Quando elas veem as obras acontecendo, isso muda a percepção. Claro que o produtor tem razão em questionar impostos, porque o Brasil já cobra muito. Mas as obras de infraestrutura também têm um impacto muito grande para o setor”, avaliou.

Disputa pelo governo e racha do PL

Pedro Sales comentou o cenário político para as eleições estaduais de 2026, após o distanciamento do PL da base governista. Para ele, a presença de três forças políticas na disputa pode tornar o processo mais complexo. “Uma eleição com três forças traz mais desafios do que uma disputa com apenas duas candidaturas competitivas”, afirmou.

Mesmo assim, ele acredita que a eleição poderá funcionar como uma avaliação da gestão do governador Ronaldo Caiado. “Eu vejo que será um plebiscito do governo Caiado. A população vai comparar o que era o Estado antes e o que foi feito nesses anos. Se as entregas continuarem acontecendo, acredito que o sentimento de continuidade pode prevalecer”, disse.

Escolha do vice de Daniel Vilela

Sobre a definição do vice na possível candidatura do atual vice-governador Daniel Vilela ao governo, Sales defende que a escolha seja feita com base em dados e pesquisas. “Numa eleição com três candidaturas competitivas, não se pode errar. A escolha do vice precisa ser quase científica, testando nomes e perfis em pesquisas para ver qual deles agrega mais votos”, afirmou.

Entre os nomes citados no cenário político, ele destacou a competitividade de representantes do setor religioso e do agronegócio. “Vejo o Luiz do Carmo e o José Mário muito competitivos. O segmento religioso tem muito peso eleitoral e o José Mário Schreiner tem grande representatividade no setor produtivo”, avaliou.

Partido e estratégia eleitoral

Filiado atualmente ao União Brasil, Pedro Sales disse que ainda não decidiu em qual partido estará nas eleições e que seguirá a orientação do governador Ronaldo Caiado e de Daniel Vilela. “Estou filiado ao União Brasil, mas ainda não tenho posição definitiva sobre permanência. Nas próximas semanas devem começar os debates sobre filiações e chapas e vou seguir a orientação do governador e do Daniel sobre onde posso contribuir mais”, afirmou.

Sobre a ida de Ronaldo Caiado para o PSD, Sales avaliou que a decisão foi estratégica. “Foi um movimento muito inteligente. Ele sempre teve fidelidade ao grupo político, mas precisava de um partido onde pudesse ter espaço para buscar seus projetos”, disse.

Disputa presidencial e a direita

Ao comentar o cenário nacional, Sales defendeu que haja mais de um candidato de direita na disputa presidencial. “Eu acho que devem existir tantos candidatos quanto forem possíveis no primeiro turno. Isso ajuda a pulverizar os ataques e fortalece o campo da direita. Depois, no segundo turno, naturalmente a candidatura mais forte tende a prevalecer”, concluiu.

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