Para onde viajar quando o real vale mais: seis destinos que atraem brasileiros
14 fevereiro 2026 às 17h09

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Com o real pressionado frente a moedas fortes como o dólar e o euro, muitos brasileiros têm repensado planos de viagem ao exterior. Em vez de destinos tradicionais na Europa ou na América do Norte, cresce o interesse por países onde a moeda brasileira mantém maior poder de compra e onde as exigências de entrada são mais simples.
Viajar para fora do Brasil nem sempre significa gastar mais. Em alguns países, especialmente na América do Sul e no Sudeste Asiático, o real consegue cobrir despesas básicas como alimentação, transporte e hospedagem com mais folga do que em destinos considerados tradicionais.
A Argentina é, há alguns anos, um dos principais exemplos. A crise econômica e a inflação elevada desvalorizaram o peso argentino, tornando o país mais barato para turistas estrangeiros. Para brasileiros, gastos em restaurantes, transporte urbano e atrações culturais costumam ser inferiores aos praticados em grandes cidades do Brasil. A entrada é facilitada: não há exigência de visto e o viajante pode utilizar apenas o documento de identidade válido.
Na Colômbia, o cenário é semelhante. O peso colombiano tem cotação favorável frente ao real, e cidades como Medellín e Bogotá oferecem estrutura turística consolidada a custos relativamente baixos. Brasileiros podem permanecer no país por até 90 dias sem visto, desde que apresentem passaporte válido.
O Peru aparece como outro destino acessível. Embora a moeda local seja mais estável, o custo de vida, em especial fora das áreas mais turísticas, contribui para que a viagem seja considerada econômica. Assim como na Argentina e na Colômbia, não há exigência de visto para brasileiros em viagens de curta duração.
Fora da América do Sul, o Sudeste Asiático concentra países onde o real rende mais. No Vietnã, despesas diárias costumam ser significativamente mais baixas do que no Brasil. Alimentação e hospedagem figuram entre os principais atrativos. O país exige visto para brasileiros, mas o processo pode ser feito de forma eletrônica, com custos reduzidos e trâmite relativamente simples.
A Indonésia, especialmente a ilha de Bali, também se destaca. A rúpia indonésia favorece o turista estrangeiro, e o país oferece ampla rede de hotéis, restaurantes e serviços voltados ao turismo. Brasileiros podem obter visto na chegada ou por meio eletrônico, com permanência inicial de até 30 dias.
Na América do Sul, a Bolívia fecha a lista. O país tem um dos custos de vida mais baixos da região, o que se reflete diretamente no orçamento do viajante. Brasileiros não precisam de visto e podem entrar com RG ou passaporte, o que contribui para a popularidade do destino entre turistas que buscam viagens econômicas.
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