Padrasto é preso por matar envenenada enteada de 9 anos e deixar a outra internada em Goiás
02 abril 2026 às 11h17

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Padrasto foi preso nesta quarta-feira, 1º, suspeito de envenenar a própria enteada, uma criança de 9 anos, que morreu após ingerir as toxinas na refeição, em Alto Horizonte, município localizado a cerca de 330 quilômetros de Goiânia. O caso, tratado como feminicídio triplamente qualificado, também envolve a tentativa de homicídio contra o irmão da vítima, de 8 anos, que sobreviveu e segue internado.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a prisão foi cumprida pela Subdelegacia de Alto Horizonte (18ª DRP), com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Uruaçu, além do Núcleo de Inteligência e da Polícia Técnico-Científica. As investigações apontaram que o envenenamento ocorreu durante uma refeição em família, quando o padrasto teria servido a janta às duas crianças.
A vítima, identificada como Weslenny Lima, passou mal após a ingestão e não resistiu, morrendo horas depois, por volta das 23h30. Já o irmão, que também consumiu a mesma comida, foi socorrido com urgência e permanece internado no hospital em Uruaçu.
Durante as diligências na residência da família, os policiais encontraram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros, que apresentavam características compatíveis com substância tóxica. Os laudos periciais confirmaram que a causa da morte da criança foi intoxicação por envenenamento.
A linha de investigação da polícia aponta para o uso de “chumbinho”, um tipo de veneno clandestino frequentemente utilizado de forma ilegal.
Outro elemento que reforçou as suspeitas foi a descoberta de quatro gatos mortos nas proximidades da casa. Conforme a perícia, os animais também teriam sido envenenados, possivelmente após contato com restos do alimento descartado no lixo.
Em depoimento prestado no dia do fato, o investigado afirmou ter preparado a refeição e disse que jogou as sobras no lixo, onde poderiam ter sido ingeridas pelos animais. No entanto, diante do avanço das investigações, ele foi novamente ouvido e optou por permanecer em silêncio, informando que só se manifestaria após consultar seu advogado.
A mãe das crianças também foi ouvida, e os celulares da família, incluindo os das vítimas, foram apreendidos para análise.
A Polícia Civil informou que segue com as investigações, com coleta de novos depoimentos, análise de dispositivos eletrônicos e conclusão de laudos complementares, com o objetivo de esclarecer a motivação do crime e verificar se houve participação de terceiros.
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