O Oscar chega à 98ª edição em 2026 e volta a movimentar a indústria do cinema com a cerimônia marcada para 15 de março, no Teatro Dolby, em Los Angeles. Criada em 1929, a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se consolidou como a vitrine mais simbólica de Hollywood e, ao longo das décadas, acumulou histórias, regras e detalhes pouco conhecidos do grande público.

Veja nove curiosidades que ajudam a entender por que o Oscar vai além do tapete vermelho.

A estatueta quase não mudou

O troféu mantém o mesmo conceito visual desde o início: uma figura em pé sobre um pedestal que remete ao cinema. Mesmo com ajustes de produção ao longo do tempo, o “Oscar” continua reconhecível e praticamente idêntico ao modelo original.

Nem todo mundo aceita o prêmio

Por mais cobiçada que seja, a estatueta já foi recusada em casos famosos. Entre as negativas mais lembradas estão as de Dudley Nichols, George C. Scott e Marlon Brando, cada um, à sua maneira, transformando a recusa em ato político e em protesto público.

A transmissão no Brasil demorou a chegar

O Oscar é antigo, mas a cerimônia levou décadas para ser exibida ao vivo para o público brasileiro. A primeira transmissão nacional ocorreu apenas em 1970, quando a tecnologia de satélite passou a permitir a cobertura em tempo real.

O Oscar já teve mais categorias do que tem hoje

A lista de prêmios do Oscar não é fixa. Algumas categorias existiram por um período e depois foram extintas, como Melhor Diretor Assistente, Coreografia, certos tipos de prêmios técnicos e variações de trilha sonora e som, reflexo de mudanças na linguagem do cinema e na própria indústria.

O nome mudou com o tempo

A cerimônia passou por ajustes de identidade e marca ao longo dos anos. Embora “Oscar” tenha virado sinônimo da premiação, a forma oficial de se referir ao evento também sofreu mudanças e padronizações nas últimas décadas.

O anúncio de Melhor Filme virou o “gran finale”

Há uma tradição consolidada de encerrar a noite com o anúncio do principal prêmio. Isso criou uma lógica de “crescendo” no roteiro da cerimônia, guardando a categoria mais disputada para o último ato.

O Brasil volta a aparecer no radar do Oscar

Depois de “Central do Brasil”, a presença brasileira em categorias de grande visibilidade é tratada como um marco quando acontece. Produções nacionais que conseguem espaço nas disputas mais prestigiadas costumam quebrar longos intervalos e reacender o debate sobre distribuição e alcance internacional do cinema brasileiro.

A IA entrou no debate do cinema

A corrida tecnológica também chegou ao Oscar. O uso de inteligência artificial em processos criativos, como ajustes de imagem, voz e até construção de diálogos, tem provocado discussões sobre autoria, transparência e critérios de premiação, em um tema que tende a crescer nos próximos anos.

O tapete vermelho é caro e dá trabalho

A montagem do tapete vermelho exige logística, equipe e tempo. O custo e o volume de horas de trabalho para instalar a estrutura viraram curiosidade recorrente, porque mostram o tamanho da operação por trás de uma noite que parece apenas glamour.

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