A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou na quarta-feira, 11, a Operação Beleza Sem Filtro para investigar suspeita de apropriação indébita envolvendo um maquiador que atuava como sócio de um salão de beleza em Goiânia. A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia Distrital de Polícia (1ª DRP).

De acordo com a corporação, o investigado, de 37 anos, é suspeito de ter desviado aproximadamente R$ 300 mil em receitas do estabelecimento para sua conta pessoal. Em entrevista ao Jornal Opção, o delegado Fernando Alves Barbosa afirmou que a investigação começou a partir da denúncia apresentada pela empresária.

Foto: PCGO

“A própria vítima, dona do antigo salão e sócia dele, nos apresentou formalmente a representação aqui na delegacia”, disse. Segundo o delegado, a empresária apresentou planilhas e documentos indicando possíveis inconsistências nos repasses financeiros.

O investigado foi intimado e apresentou sua versão dos fatos. “Ele apresentou a versão e disse que ela não fazia o repasse correto dos valores e também se apropriava de alguns valores”, afirmou o delegado.

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De acordo com a polícia, parte dos pagamentos realizados por clientes teria sido direcionada a uma chave Pix diferente da vinculada à empresa original. “Alguns serviços prestados eram indicados com o Pix da empresa, mas o Pix era o que ele tinha criado na nova empresa dele”, explicou.

A polícia também apura a possível participação de uma ex-funcionária que, segundo a investigação, era responsável por fornecer a chave Pix aos clientes. Ainda conforme o delegado, após o fim da sociedade, o maquiador abriu outro salão e levou a funcionária para trabalhar com ele.

Foto: Divulgação/PCGO

Com a conferência dos valores, teriam sido identificadas inconsistências que superam R$ 100 mil. “Nós sentimos a necessidade de busca e apreensão dos aparelhos de celular para caracterizar os depósitos e as transferências”, declarou.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos celulares, que passam por perícia técnica. O procedimento está em fase final.

“Agora nós estamos em fase final para saber se realmente é um ilícito civil, uma desavença societária, ou se de fato houve o crime de apropriação indébita ou exercício arbitrário das próprias razões. Estamos concluindo nesse sentido”, disse o delegado. Segundo ele, não houve pedido de prisão.

Foto: Divulgação/PCGO

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