“O PSDB, historicamente, sempre foi oposição ao PT e vai permanecer assim”, diz Gustavo Sebba em meio a rumores de possível aliança entre os partidos
21 março 2026 às 14h44

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Com informações de João Reynol
O presidente estadual do PSDB, Gustavo Sebba, negou que tenha acontecido qualquer conversa ou encontro entre a sigla e o PT em Goiás na expectativa de formar uma aliança. Ao Jornal Opção, ele disse que tal informação é “equivocada” e que “o PSDB, historicamente, sempre foi oposição ao PT e vai permanecer assim”.
“O PSDB, historicamente, sempre foi oposição ao PT e vai permanecer assim. Somos oposição ao governo federal, ao governo do PT, oposição ao governo estadual, ao governo de Ronaldo Caiado, e a nossa posição é muito clara. O que existe é especulação. São pessoas que tentam plantar notas para tentar, de alguma forma, desestabilizar o processo”, disse.
“O PSDB é um partido que não se omite das suas posições. Eu falo como presidente estadual da sigla. Nós nunca tivemos nenhum tipo de diálogo nesse sentido. Não existe essa possibilidade. O PSDB é um partido de centro-direita, sempre foi e assim permanecerá. Não é um partido que ataca ninguém. Não é um partido que faz oposição com golpe abaixo da cintura. É um partido responsável, que faz oposição séria, com propostas, com projetos e criticando aquilo que está errado. E assim a gente faz, a nível federal e a nível estadual”, conclui.
Apesar da fala do presidente, a coluna Bastidores já mostrou que há uma corrida interna para fazer com que haja uma aliança entre a estrela vermelha e o tucano. Esse movimento, inclusive, seria defendido por Delúbio Soares. O assunto saiu do campo de vista regional e também foi repercutido pela imprensa nacional. O Jornal O Globo trouxe, nesta semana, a temática e que o objetivo seria formar um palanque em Goiás para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reportagem relembrou que, apesar de PT e PSDB terem sido adversários políticos ferrenhos em escala nacional nas últimas duas décadas, Lula, em 2022, tentou uma aproximação que foi recusada por Marconi Perillo. No momento, a relação é considerada “respeitosa”, mas haveria um histórico de distanciamento e cautela de Perillo quanto aos impactos que uma aliança com petistas poderia causar em seu eleitorado.
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