“O presidente Bolsonaro deu o aval; nosso candidato ao governo será Wilder Morais”, afirma Eduardo Prado após reunião de Wilder com Bolsonaro
14 fevereiro 2026 às 14h09

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O senador Wilder Morais está oficialmente liberado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Governo de Goiás nas eleições de 2026. A definição ocorreu após reunião realizada neste sábado, em Brasília, na residência conhecida como Papudinha, e consolida a estratégia do Partido Liberal (PL) de manter palanque próprio no estado.
Quem confirmou a informação ao Jornal Opção foi o deputado estadual e líder do PL Eduardo Prado, que acompanhou Wilder Morais no encontro. Segundo ele, a conversa com Bolsonaro encerrou qualquer dúvida sobre o comando político do partido em Goiás e sobre a linha de atuação que será adotada na próxima disputa eleitoral.

“Eu, como líder do partido, saio satisfeito, muito feliz. O presidente Bolsonaro ratificou que Goiás precisa de um palanque próprio para fortalecer o partido, manter a coerência, a integridade, a independência e caminhar unido”, afirmou Prado.
De acordo com o deputado, a decisão está diretamente ligada ao projeto nacional do PL, especialmente à estratégia eleitoral envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. “Se nós não tivermos palanque próprio em Goiás, a candidatura do Flávio pode ficar prejudicada em relação aos demais concorrentes. O presidente bateu o martelo e deixou claro que vamos caminhar juntos”, disse.
Eduardo Prado também afastou qualquer possibilidade de composição com o governo estadual ou de negociação futura. “Não tem conversa com o governo, não tem chance de chegar à convenção com negociação. Já está definido: é pré-candidatura cem por cento de Wilder Morais ao governo”, declarou.
Segundo ele, o pré-lançamento oficial da candidatura ao Governo de Goiás deve ocorrer após o Carnaval, quando o partido pretende iniciar de forma mais aberta as articulações políticas e a organização da campanha no estado.
Ainda conforme Prado, a orientação interna é de unidade partidária e fortalecimento das chapas proporcionais. “Não há racha. O partido está unido. Vamos construir uma chapa forte de estaduais e federais. A ideia agora é agregar partidos e grupos que não caminharão com o atual governo”, afirmou.
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