Por muitos anos, o RG foi o principal documento de identificação do brasileiro, inclusive para embarques aéreos. Agora, com a implantação da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o cenário começa a mudar, especialmente para quem viaja ao exterior.

A modernização dos sistemas de identificação e o reforço na segurança contra fraudes levaram à adoção de um padrão nacional unificado. A nova identidade utiliza o CPF como número único em todo o país, eliminando a possibilidade de diferentes números de RG por estado e reduzindo inconsistências cadastrais.

Em viagens internacionais, o RG tradicional pode deixar de ser aceito em determinadas situações, principalmente quando é exigido um documento dentro do novo padrão nacional. Por isso, passageiros devem conferir com antecedência quais documentos são válidos para o destino escolhido.

A orientação é não deixar para verificar essa exigência na hora do check-in, evitando contratempos ou até impedimento de embarque.

Para viagens dentro do Brasil, documentos como a CNH continuam sendo aceitos normalmente. O impacto da mudança tende a ser menor para quem realiza apenas voos domésticos. Ainda assim, a substituição gradual indica que o RG antigo está perdendo espaço como principal meio de identificação em ambientes que exigem conferência mais rigorosa de dados.

Documento unificado e versão digital

Além da padronização nacional, a CIN também acompanha a tendência de digitalização dos serviços públicos. O documento pode contar com versão digital integrada aos aplicativos oficiais do governo, permitindo acesso facilitado e centralização de informações.

Quem já possui a nova identidade pode apresentar a versão física e, em alguns casos, utilizar a versão digital. Mesmo assim, especialistas recomendam não depender exclusivamente do celular, já que problemas de bateria ou conexão podem ocorrer.

Para quem tem viagem internacional marcada, a recomendação é: verificar as exigências do destino e, se necessário, providenciar a nova identidade com antecedência.

A mudança não significa que o RG antigo deixou de existir de imediato, mas marca o início de uma transição em que aeroportos estão entre os primeiros locais a adotar a nova regra.

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