“Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, diz Donald Trump ao confirmar ataque coordenado com Israel
28 fevereiro 2026 às 08h30

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, 28, que forças americanas iniciaram ataques contra o Irã. Segundo ele, a ofensiva tem como finalidade proteger cidadãos e interesses dos EUA diante do que classificou como “ameaças vindas do governo iraniano.”
Em declaração pública, Trump afirmou que “o Irã não terá uma arma nuclear. “Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear. Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.
Também disse que a operação busca neutralizar a capacidade militar iraniana, incluindo a indústria de mísseis. O presidente reconheceu que a ação pode resultar em baixas entre militares americanos. De acordo com o jornal The New York Times, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, havia alertado em reuniões reservadas sobre o risco de mortos e feridos caso houvesse confronto direto com o Irã.
Principais pontos do pronunciamento
No discurso, Trump declarou que as forças armadas dos EUA deram início a uma ampla operação de combate em território iraniano. Ele afirmou que o objetivo é eliminar ameaças consideradas iminentes e impedir o avanço do programa nuclear do país.
O presidente relembrou episódios históricos de tensão entre Washington e Teerã, como a crise dos reféns na embaixada americana em 1979, o atentado contra fuzileiros navais em Beirute em 1983 e ataques atribuídos a grupos apoiados pelo Irã nas últimas décadas. Também acusou o governo iraniano de financiar e treinar milícias no Oriente Médio.
Trump citou ainda a operação militar realizada em junho do ano passado, quando, segundo ele, instalações nucleares em Fordo, Natanz e Isfahan foram atingidas. De acordo com o presidente, após aquele episódio, os EUA tentaram negociar limitações ao programa nuclear iraniano, mas não houve acordo.
No novo pronunciamento, ele afirmou que a atual ofensiva pretende destruir estruturas ligadas à produção de mísseis e enfraquecer a capacidade naval do Irã. O republicano também fez um apelo direto a integrantes das forças de segurança iranianas, sugerindo que abandonem seus postos, e dirigiu-se à população do país ao afirmar que “a hora da liberdade está próxima”.
Ataques e desdobramentos
Explosões foram registradas na região central de Teerã nas primeiras horas do dia. A ofensiva teria sido coordenada com Israel. As operações incluem ações por terra e pelo mar e ocorrem após semanas de negociações entre Washington e Teerã para tentar estabelecer limites ao programa nuclear iraniano.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou a ação como preventiva e afirmou que a meta é neutralizar ameaças estratégicas, sem divulgar detalhes adicionais.
Segundo informações divulgadas por agências internacionais, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, não estaria em Teerã e teria sido levado para um local considerado seguro.
Em Israel, as Forças Armadas ativaram sirenes de alerta em diversas áreas e suspenderam aulas e atividades não essenciais. O espaço aéreo do país foi fechado para voos civis. No Catar, a embaixada americana adotou medidas de segurança e orientou seu pessoal a permanecer em confinamento preventivo.
A ofensiva ocorre em meio ao reforço da presença militar dos Estados Unidos na região, com envio de aeronaves e navios de guerra, numa tentativa de pressionar o Irã a aceitar restrições mais amplas ao seu programa nuclear.
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