Uma mulher desaparecida há 24 anos foi encontrada viva nos Estados Unidos, reacendendo um caso que intrigou familiares e autoridades por mais de duas décadas. O desaparecimento de Michele Hundley Smith, ocorrido em 2001, voltou ao noticiário após a confirmação de que ela está viva e em segurança.

Michele Hundley Smith desapareceu em dezembro de 2001, aos 38 anos. Na época, ela morava na cidade de Eden, na Carolina do Norte. Segundo relatos, saiu de casa para fazer compras de Natal em um supermercado em Martinsville, na Virgínia, e nunca mais foi vista.

A partir daquele dia, o desaparecimento da mulher se tornou um mistério que marcou a família. Mãe de três filhos, então com 19, 14 e 7 anos, Michele não deixou cartas, explicações ou indícios claros de que pretendia abandonar a cidade ou os familiares.

Durante anos, o caso foi investigado pelo Gabinete do Xerife do Condado de Rockingham. Foram realizadas buscas na região, coleta de depoimentos de parentes e possíveis testemunhas, além da inclusão do nome de Michele em bancos de dados nacionais de pessoas desaparecidas nos Estados Unidos.

Apesar das reavaliações periódicas, nenhuma pista concreta foi encontrada ao longo de mais de duas décadas. Na sexta-feira, 20, as autoridades confirmaram que Michele Hundley Smith foi localizada. Hoje com 62 anos, ela foi encontrada vivendo na Carolina do Norte.

De acordo com a polícia, a mulher desaparecida está em segurança, em boas condições de saúde e não há indícios de crime relacionados ao caso. A pedido dela, a localização exata não foi divulgada, assim como detalhes sobre as circunstâncias do desaparecimento e da nova vida construída ao longo dos anos.

Família relata emoções após reencontro

Em entrevista à emissora local WFMY News 2, a prima de Michele, Barbara Byrd, afirmou que a família vive um misto de alívio, surpresa e questionamentos. “Dá vontade de sair e gritar: ‘Ela está viva, ela está viva’. Durante anos, não sabíamos se estávamos de luto ou à espera”, declarou.

Segundo ela, os familiares nunca desistiram das buscas. O caso da mulher desaparecida ganhou repercussão em diferentes momentos, inclusive em programas de televisão e podcasts especializados em desaparecimentos.

Agora, a principal dúvida da família é entender o que motivou o sumiço em dezembro de 2001. “A minha maior pergunta para ela é: o que aconteceu todos aqueles anos atrás? O que a fez ir embora?”, questionou Barbara.

Apesar do desejo por respostas, a família afirma respeitar o pedido de privacidade de Michele e espera que, no futuro, ela decida restabelecer contato com irmãos e filhas. Amanda, uma das filhas de Michele, também se manifestou nas redes sociais.

Em publicação, agradeceu o apoio recebido ao longo dos anos e afirmou estar vivendo um turbilhão de emoções. Ela pediu que o público evite acusações e suposições sobre o caso. Amanda informou ainda que a página criada para ajudar nas buscas pela mãe será transformada em um espaço de apoio a outras famílias que enfrentam casos de pessoas desaparecidas.

Leia também: