Um estudo divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que o trabalho doméstico com vínculo formal registrou 1.302.792 vínculos ativos.

Esse número é inferior ao de 2024, quando foram registrados 1.343.792 vínculos. A pesquisa apontou que o setor permanece estável, mas que houve aumento na remuneração média real, que saiu de R$ 1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.

De acordo com o levantamento, as mulheres são as mais atuantes na categoria, representando 88,64% (1.154.128 vínculos). Já os homens correspondem a 11,36%.

Em relação à raça e cor, os números mostram que 44,54% se declara branca ou parda (41,56%), o que segundo o MTE evidencia a diversidade da força de trabalho no setor.

Os vínculos de trabalho

Os dados apontam ainda que a ocupação de empregado doméstico nos serviços gerais representa a maior parte dos vínculos, somando 991.391 registros, com uma remuneração média de R$ 1.952,44. Outras funções relevantes incluem babás, com 124.753 vínculos e a média salarial de R$ 2.098,67.

Os cuidadores de idosos somam 75.908 vínculos e média salarial de R$ 2.281,78. Já os motoristas de carro de passeio registraram 20.061 vínculos e média de R$ 3.142,17. A maior remuneração média é observada na ocupação de enfermeiro, que, embora conte com apenas 453 vínculos, alcança R$ 4.813,10.

O levantamento também mostrou que a maioria possui ensino médio completo, somando 545.468 trabalhadores. Já os profissionais com nível médio incompleto, correspondem a 350 mil, e os com ensino fundamental completo são 218.794.

Grande parte destes trabalhadores tem entre 50 e 59 anos, com 450.516 vínculos. Já trabalhadores na faixa dos 30 a 39 anos correspondem a 184.258.

Registros por estados

O estados de São Paulo aparece em primeiro lugar com 391.991 vínculos, seguido de Minas Gerais, com 158.383 e Rio de Janeiro, com 140.772.

No Nordeste, estados como a Bahia (68.589), Pernambuco (57.570) e Ceará (28.885) também apresentam participação expressiva. Já no Sul e no Centro-Oeste, Rio Grande do Sul (66.539), Paraná (56.126), e Goiás (54.469) se destacam, ainda que com volumes menores.

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