Mpox pode ser mais grave em três grupos específicos, alertam autoridades de saúde
27 fevereiro 2026 às 19h46

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O aumento dos casos de mpox voltou a mobilizar as autoridades sanitárias em 2026. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 90 confirmações da doença neste ano, além de 171 notificações ainda sob investigação. Embora a maioria dos quadros clínicos seja considerada leve e autolimitada, especialistas alertam que alguns grupos apresentam maior risco de evolução grave.
Entre os mais vulneráveis estão pessoas imunocomprometidas, como pacientes com HIV não controlado ou em tratamento com medicamentos imunossupressores, além de gestantes e crianças. Nesses públicos, a infecção pode evoluir de forma mais intensa, com maior probabilidade de infecções secundárias, complicações sistêmicas e necessidade de internação hospitalar.
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos. O vírus circula principalmente entre primatas e outros animais silvestres, mas pode infectar pessoas por meio de contato direto. A enfermidade era conhecida como “varíola dos macacos”, mas teve a nomenclatura alterada após recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que avaliou que o termo anterior poderia gerar estigmatização.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, calafrios e cansaço intenso. Também são comuns lesões na pele semelhantes às da catapora, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar para outras partes do corpo, inclusive a região genital. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com pessoa infectada, especialmente durante relações sexuais, contato pele a pele, abraços, beijos ou por meio de secreções e objetos contaminados.
No Brasil, a vacinação contra a mpox está disponível para públicos prioritários, como pessoas que vivem com HIV, profissionais de laboratório que manipulam o vírus e indivíduos que tiveram contato direto com casos confirmados ou suspeitos, conforme avaliação de risco. O esquema prevê duas doses, com intervalo de quatro semanas.
Apesar de a taxa de letalidade ser considerada baixa na população em geral, o risco de agravamento é maior entre pessoas vulneráveis. Por isso, autoridades reforçam a importância do diagnóstico precoce, do isolamento adequado e do acompanhamento médico para reduzir complicações e conter a disseminação da doença.

