Militar que atuou em Goiânia se torna 1º mulher general da história
01 abril 2026 às 11h44

COMPARTILHAR
A médica militar Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, se tornou a primeira mulher a alcançar o posto de general de brigada, entrando para a história. A promoção foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 31, e será oficializada em cerimônia nesta quarta-feira, 1º, em Brasília.
Com quase três décadas de carreira, a oficial, que já atuou em Goiânia, passa agora a integrar o seleto grupo de oficiais-generais, no topo da hierarquia da Força.
Natural do Recife, Cláudia iniciou sua trajetória no Exército em 1996, quando ingressou como oficial temporária. Naquele período, foi designada para o 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia, onde atuou ainda nos anos 1990.
Posteriormente, foi aprovada na Escola de Saúde do Exército e concluiu, em 1998, o Curso de Formação de Oficiais Médicos, integrando uma das primeiras turmas que passaram a incluir mulheres em áreas como medicina, enfermagem, farmácia e odontologia.
A nomeação marca um momento inédito na estrutura militar brasileira, que insere uma oficial médica no mais alto nível da carreira. A promoção foi definida após indicação do Alto Comando do Exército, que realizou votação secreta no dia 24 de fevereiro. O colegiado é composto pelo comandante da Força, general Tomás Miguel Paiva, e pelos generais de quatro estrelas.
Com a nova patente, Cláudia assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB). Durante a cerimônia de promoção, ela vai receber a espada de general e o bastão de comando, símbolos clássicos da representação de autoridade, liderança e reconhecimento na carreira militar.
Além do caráter histórico, a promoção também integra uma movimentação dentro do Exército. Ao todo, 17 coronéis foram elevados ao posto de general de brigada, 11 generais de brigada passaram a general de divisão e dois generais de divisão chegaram ao posto de general de Exército, passando a compor o Alto Comando.
No Brasil, alcançar o generalato exige, em média, cerca de 35 anos de trajetória na instituição, além de critérios de mérito e experiência. Claúdia conseguiu esse feito com sua carreira prestigiada de quase 30 anos de serviço.
Leia também:
Profissionais de vacinologia têm até 7 de abril para se inscrever no AdVAC Brasil
Influencer e líder de igreja de Catalão é preso por estupro de crianças e adolescentes

