México vive caos com bloqueios e incêndios após morte do narcotraficante ‘El Mencho’
23 fevereiro 2026 às 09h30

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A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho” e apontado como líder do Cártel Jalisco Nueva Generación, desencadeou uma onda de violência no México neste domingo, 22. Além de bloqueios em rodovias, incêndios a veículos e ataques em pelo menos oito estados, vídeos mostraram passageiros correndo dentro do Aeroporto Internacional de Guadalajara, enquanto colunas de fumaça escura eram vistas nos arredores.
A agência Reuters verificou a autenticidade das imagens ao comparar registros ao vivo com arquivos do interior do terminal, confirmando local e data dos vídeos. No aeroporto, segundo relatos, alarmes soaram e veículos de segurança circularam pela pista no momento em que a tensão aumentou.
Em entrevista ao jornal El Universal, uma passageira identificada como Marani descreveu o cenário. “Quando chegamos, foi justamente quando começaram as movimentações; as pessoas começaram a entrar na pista correndo para se esconder. Ouviam-se os alarmes no aeroporto e vários veículos de segurança do próprio aeroporto. Desde que aterrissamos, os arredores estavam em chamas, muito fumaça por todos os lados”, narrou.
Segundo ela, por orientação do piloto, os passageiros permaneceram a bordo diante da suspensão temporária de pousos e decolagens, enquanto funcionários informavam que o terminal estava “blindado”.
Pouco depois, no entanto, o Gabinete de Segurança afirmou que os aeroportos de Jalisco operavam normalmente e classificou a situação como “alarme falso”. “Os passageiros estão embarcando em seus voos conforme o programado e não se registra nenhum evento relevante nas instalações”, informou a autoridade.
De acordo com o Ministério da Defesa do México, “El Mencho” morreu após ser ferido em confronto com militares em Tapalpa e durante transferência aérea para a Cidade do México.

O Exército destacou que contou com “informações complementares” das autoridades americanas. Ao todo, sete criminosos morreram, três militares ficaram feridos e dois integrantes do cartel foram presos. A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma e declarou que o país segue, em grande parte, em “plena normalidade”.
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