México inicia implantação de sistema de saúde universal inspirado no SUS
12 abril 2026 às 16h35

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O governo do México anunciou a criação de uma rede pública de saúde semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS), com início do atendimento previsto para janeiro de 2027. A primeira etapa começa já na próxima segunda-feira, 13, com o cadastramento de pessoas com mais de 85 anos e um acompanhante ou cuidador, com prazo até 30 de abril.
Entre as prioridades do novo Serviço Universal de Saúde está a unificação das bases de dados dos pacientes, permitindo que profissionais tenham acesso a prontuários integrados. A proposta inclui ainda o desenvolvimento de um aplicativo digital que reunirá informações como histórico médico e resultados de exames.
O governo também prevê investimentos para garantir o fornecimento de medicamentos e o funcionamento de unidades de atendimento e centros cirúrgicos. O foco inicial abrange áreas como emergências, gravidez de alto risco, infartos, doenças neurológicas, câncer de mama, consultas preventivas, saúde mental e tratamentos contínuos.
Para 2028, a estratégia inclui ampliar o intercâmbio de serviços, com ênfase na oferta de especialistas, atenção primária e atendimento a doenças crônicas, como Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.
Nesta primeira fase, o documento de identificação dos usuários será emitido cerca de seis semanas após o cadastro, substituindo registros de instituições como o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS), o ISSSTE e a Pemex. O objetivo é centralizar o acesso ao sistema.
O credenciamento inicial ocorrerá em 24 dos 31 estados mexicanos, com atuação em 47 municípios, incluindo todas as regiões administrativas da Cidade do México. A expectativa é alcançar cerca de 2 milhões de pessoas por meio de mais de 2 mil módulos de atendimento.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o governo divulgará atualizações semanais sobre o andamento do cadastramento e a expansão do programa.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que o México tem atualmente cerca de 128 milhões de habitantes, com expectativa de vida média de 75 anos e acesso à internet em 72% da população, fator considerado relevante para a digitalização do sistema.
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