Médicos da Maternidade Célia Câmara participam nesta segunda-feira, 23, às 19h, de assembleia virtual para avaliar indicativo de greve. A convocação foi feita pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) e tem como pauta falta de condições de trabalho e atraso no pagamento dos profissionais.

Desde agosto do ano passado, a unidade é administrada pela Sociedade Beneficente São José, cujo contrato foi renovado recentemente por mais seis meses pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS).

Em nota, a SMS afirmou que os repasses às organizações sociais responsáveis pela gestão das maternidades municipais estão “rigorosamente dentro do prazo acordado” e que não há valores em aberto com as instituições. A secretaria informou ainda que monitora a qualidade e a disponibilidade da assistência prestada nas três maternidades da capital.

Já a direção da maternidade confirmou que há um pagamento em atraso referente aos médicos, mas informou que a quitação está prevista para segunda-feira. A unidade destacou que mantém diálogo com o corpo clínico e que os atendimentos seguem normalmente, sem interrupção dos serviços.

A assembleia deve deliberar sobre o indicativo de paralisação e possíveis encaminhamentos.

Nota da SMS

“A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informa que os pagamentos às organizações sociais gestoras das maternidades municipais foram realizados rigorosamente dentro do prazo acordado e que não possui valores em aberto com as instituições.

A pasta monitora a disponibilidade e qualidade da assistência oferecida nas três maternidades.”

Nota Maternidade Célia Câmara

“A Maternidade Célia Câmara informa que tem conhecimento da convocação de assembleia pelo Simego e mantém diálogo aberto e permanente com o corpo clínico e demais profissionais.

Eventuais questões administrativas e financeiras estão sendo tratadas junto aos órgãos competentes, e a instituição segue empenhada na busca de soluções responsáveis e transparentes, sempre priorizando a continuidade e a qualidade da assistência às gestantes, puérperas e recém-nascidos atendidos na unidade.

Em relação às questões apontadas, esclarecemos que há um pagamento por parte da OS em atraso referente aos médicos, cuja quitação está programada para a próxima segunda-feira.

Reforçamos que a Maternidade permanece com seus atendimentos mantidos e não houve, até o momento, qualquer interrupção dos serviços prestados à população.

Temos certeza que a situação será contornada sem prejuízos à população.”

Leia também

Negociação no MP avança, mas impasse sobre contratos e salários de médicos de Goiânia segue