Manifestação contra o governo reúne 2 mil pessoas em Goiânia

12 abril 2015 às 16h16

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Com menor adesão do que o do dia 15 de março, protesto teve início na Praça Tamandaré e segue para a sede da Polícia Federal
Alexandre Parrode e Laura Machado | Fotos: Fernando Leite / Jornal Opção
Assim como em outras cidades brasileiras, o protesto contra o governo Dilma Rousseff (PT) deste domingo (12/4) em Goiânia foi menor do que o esperado. Segundo a PM, cerca de 2 mil pessoas se reuniram na Praça Tamandaré e seguiram em caminhada para a sede da Polícia Federal, no Setor Bela Vista.
Com faixas e cartazes pedindo o fim da corrupção, o impeachment da presidente e até intervenção militar, os manifestantes gritavam palavras de ordem e cantavam o hino nacional brasileiro.
Outras reivindicações comuns foram pelo fim do Foro de São Paulo, extinção do Partido dos Trabalhadores, contra a reforma política e pela CPI do BNDES. Os manifestantes também demonstravam em seus cartazes apoio ao juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, e à Polícia Federal.
Paródias também chamaram atenção, como uma da música “Homem Não Chora”, do cantor Pablo, na qual uma montagem “colocou” Dilma para “cantar” o sucesso, dizendo “que está indo embora”.
Apesar dos movimentos que organizaram a manifestação terem dito que impediriam quem fosse a favor da intervenção militar de participar do corpo do protesto, o número de apoiadores e cartazes com esse tema parece ter aumentado no protesto deste domingo.
Silva Mangalô, um dos representantes dessa parcela de manifestantes, atribui o aumento à organização através das redes sociais e considera contraditória a ação desses movimentos. “Eles consideram que o que nós fazemos é inconstitucional, mas estão fazendo algo inconstitucional, porque está na constituição o direito de se manifestar e o de ir e vir”, argumenta.
Como no dia 15 de março — data da última manifestação, que reuniu no mesmo local cerca de 60 mil pessoas –, uma leve chuva chegou a dispersar os manifestantes. No entanto, não atrapalhou o trajeto, que seguiu normalmente.
A aposentada Rosângela Pedrosa, que foi à manifestação sozinha, participou também do ato do dia 15 de março e disse que participará das próximas. “Nós não podemos parar, é como o pessoal fala, um país mudo não muda, então nós temos que fazer alguma coisa, nós não podemos deixar o nosso país na mão de pessoas irresponsáveis”, defende.
A Polícia Militar acompanha o trajeto, que ocorre sem transtornos.