Malafaia critica programas sociais, rebate acusações e pede doações para novo avião
30 março 2026 às 18h37

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O pastor Silas Malafaia voltou a se manifestar publicamente após críticas envolvendo o uso de recursos da igreja, a compra de um avião e seu patrimônio pessoal. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ele afirmou ter sido alvo de ataques de um “pastor esquerdopata”, a quem acusa de distorcer princípios bíblicos ao declarar que “o dinheiro da igreja deve ser dividido entre os membros”.
Em resposta, Malafaia defendeu que a aeronave utilizada por ele é uma ferramenta de trabalho e afirmou que o equipamento atual, fabricado em 1985, já está antigo. O pastor disse ainda que tem orado para que fiéis contribuam com doações para a aquisição de um novo avião.
“O avião que eu comprei hoje está bem velho, está bem conservado, mas eu preciso trocar. Estou orando a Deus para abrir portas e tocar pessoas para isso, porque é uma ferramenta de trabalho”, afirmou. Ele também pediu que críticos não façam julgamentos com base em suas próprias realidades.
As declarações ocorrem após o pastor criticar programas sociais. Segundo Malafaia, nenhuma nação prospera quando há mais beneficiários de auxílios governamentais do que pessoas trabalhando. Ele argumenta que sua análise tem base sociológica e econômica.
Ao citar exemplos como a antiga União Soviética, além de Cuba e Coreia do Norte, o líder religioso afirmou que regimes comunistas tendem a gerar dependência da população em relação ao Estado.
Na avaliação dele, haveria uma elite política interessada em manter parte da população em situação de dependência econômica por meio de benefícios sociais. Malafaia, no entanto, ressaltou que não se refere a pessoas que realmente necessitam de assistência, mas a casos em que, segundo ele, programas sociais poderiam ser utilizados como instrumento de manipulação política.
Para o pastor, essa prática configuraria uma “compra de votos disfarçada”. O religioso também relembrou sua trajetória como conferencista para rebater acusações de enriquecimento com recursos da igreja.
De acordo com ele, foram 28 anos vivendo de ofertas voluntárias recebidas em ministrações e da venda de materiais próprios. Malafaia afirmou ter vendido mais de 10 milhões de livros e cerca de 4 milhões de palestras em DVD.
Segundo ele, aproximadamente 90% dos recursos arrecadados foram destinados à evangelização, enquanto os 10% restantes foram usados para sustento familiar e aquisição de sua residência.
Por fim, o pastor classificou como “aberração teológica” a interpretação de que dízimos e ofertas devem ser distribuídos entre fiéis. “O dinheiro da igreja, biblicamente falando, é para a manutenção da casa e expansão do reino de Deus na Terra”, declarou.
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